Receita: Caldinho de Feijão Branco com Camarão Seco e Leite de Coco

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Receita: Caldinho de Feijão Branco com Camarão Seco e Leite de Coco

Ingredientes

Camarões secos e salgados (eu tinha uns 6)
Feijão Branco (eu tinha uma xícara)
Chicória paraense a gosto (eu tinha chicória por trouxe do Pará, mas não é fácil achar, por isso, vale usar coentro e, se preferir, salsinha)
Pimenta-dedo-de-moça
Sal a gosto
Alho a gosto

Preparo

O feijão deve ser colocado de molho antes para amolecer, o tempo que der pra ficar (e se não der, vai sem o molho mesmo, só vai levar um pouco mais de tempo pra cozinhar). Cozinhe os grãos com temperos  até que fiquem cozidos, mas ainda firmes. Nesse momento junte os camarões e deixe cozinhar até o feijão ficar bem macio.  Retire os camarões e bata no liquidificador ou com o mixer.  Acrescente o leite de coco, o tempero verde e  sirva em copo ou xícara decorado com os camarões sem  cabeça.

Outras receitas de caldinhos:

Caldinho de Feijão Preto com Bacon Crocante

Caldinho de Feijão Carioquinha com Cenoura

Caldinho de Fava Rajada com Músculo

 

 


Receita: Caldinho de Feijão Preto com Bacon Crocante

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Receita: Caldinho de Feijão Preto com Bacon Crocante

Ingredientes
Feijão preto (eu tinha meio saco, uns 250g)
Bacon (depende da sua coragem)
Allho a gosto
Pimenta a gosto
Cebolinha verde a gosto

 

Preparo

Comece pelo bacon crocante. Basta cortar em fatias finas, colocar em um prato sobre 2 folhas de papel toalha. Leve ao microondas, sempre parando de 1 em 1 minuto para ver se ele já está crocante. Quando chegar no ponto, triture com as mãos ou com a ajuda de um socador ou processador (mixer). Mais fácil impossível. Reserve.

Parta para o caldinho. O feijão deve ser colocado de molho antes para amolecer. Cozinhe os grãos com temperos e bacon até que fiquem o mais macios possível. Reserve. Faça um refogado com alho e pimenta, se quiser acrescente mais bacon nessa hora.  Junte o feijão e bata no liquidificador ou com o mixer.  Sirva em copo ou xícara com bacon crocante salpicado em cima.

 

Outras receitas de caldinhos:

Caldinho de Feijão Branco com Camarão Seco e Leite de Coco

Caldinho de Feijão Carioquinha com Cenoura

Caldinho de Fava Rajada com Músculo

 


Uma pitada de reportagem: A origem do Picadinho

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 Foto tirada ontem num pé sujo da Av. Paulista. Nove dilmas o picadinho

Trago aqui um pouco mais sobre o picadinho, informações que levantei nas pesquisas para a reportagem da Gula.

Para falar de picadinho é preciso antes de qualquer coisa especificar. Isso porque em se tratando de comida quase tudo é variável. Principalmente comida popular, enraizada na história e na tradição de um povo. “Se considerarmos tudo aquilo que é feito a partir de ingredientes picados na ponta da faca, o que seria o estrogonofe, se não o picadinho russo?”, questiona Carlos Alberto Dória, doutor em sociologia e especialista em gastronomia.

Indo mais longe, dentro da civilização oriental, principalmente as adeptas ao hashi, como chineses e tailandeses, e até mesmo romanos da Roma Antiga, a maioria das carnes era consumida picada. Justificável. “A ideia de servir carnes em grandes porções, como os assados, diz respeito aos banquetes da Idade Média, quando era muito nobre comer animais de caça inteiros em sinal de glória”, complementa Ricardo Maranhão, doutor em História e coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira da Universidade Anhembi Morumbi. Aos servos medievais, que não tinham direito de caçar, restava pegar as carnes mais duras e gordurosas e cozinha-las por horas dentro de grandes ensopados para subtrair o máximo de benefício e fazer render para o maior número de pessoas. Tudo picadinho, claro.

Tal técnica só acende à alta sociedade quando surgem os talheres no final de Idade Media, com a Renascença Italiana, entre os séculos XV e XVI. “Nesse momento surge uma nova gastronomia mais sofisticada, só daí os pratos picados viram sinônimo de requinte”, conta Maranhão. A exemplo do estrogonofe – olha ele aí de novo – para a elite Russa e o próprio gulash para os húngaros.

Na história bem mais recente, para os cariocas do Brasil colonial, o picadinho surge como um herdeiro dos guisados portugueses. “Aqui sempre foi prato popular. Nasce nas chamadas casas de pasto e tabernas, que dariam origem aos botequins, por volta de 1816, geralmente frequentadas por funcionários públicos, comerciantes e reinóis, introduzindo o hábito de comer fora de casa, onde as refeições eram coletivas, servidas numa mesa redonda e divididas entre pratos de garfo ou de colher”, anota Dias, do Senac.

Mais no interior do País, os boêmios paulistanos dos anos 50 e 60, já num contexto bem mais urbano, tinham como picadinho nada mais que um filé feito na chapa e depois cortado na ponta da faca coberto com molho rôti ou inglês servido ali mesmo no balcão dos botecos do centro. “Era uma comida da madrugada, servida aos notívagos preguiçosos, que de tão cansados da noitada se quer queriam cortar a carne”, brinca Dória.

O vai e vem de receitas é algo comum em todas as culturas. “Os modismos sempre existiram entre as comidas. E na história do Brasil era comum valorizar o que vinha de fora em detrimento das receitas locais. Daí essa impressão de novidade em torno dos nossos cozidos, ensopados e refogados”, justifica Sandro Dias, professor de história da gastronomia do Senac Campos do Jordão. Do lado de cá do balcão, nossa expectativa é que na onda do picadinho, mais pratos brasileiros conquistem seu espaço de fato e de direito. O Sem Medida assina embaixo.

Confira a receita do picadinho do Sem Medida

 

 


Receita: Picadinho ao Molho Ferrugem

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Filé cortadinho na ponta da faca, com um molho espesso e bem temperado que traz em si o sabor da carne. Tudo isso escoltado por arroz branco soltinho, farofinha, banana frita e  ovo poché. Eis o picadinho. Receita caseira, com cara de amor, que um tempo atrás me rendeu uma pauta na Revista Gula  sobre seu suposto desaparecimento/ressurgimento. Confira aqui um pouco da história desse prato nacional.

Não sumiu, jamais. Ao menos não dos PFs comerciais, dos botecos que se prezam e das casas aconchegantes. Virou foi hype na onda da  valorização das comidas nacionais. E modismos a parte, agradecemos. Quanto mais picadinho melhor.  A seguir minha versão, com direito a molho ferrugem, ovo poché e farofa. E mais em baixo, a origem dessa delícia nacional.

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