Uma pitada de reportagem: boeuf bourguignon – de Escoffier a Julia Child

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Uma pitada de reportagem: boeuf bourguignon – de Escoffier a Julia Child

Com esse nome é claro que o boeuf bourguignon não poderia ter vindo de outro lugar senão, a França, especificamente da Borgonha, a leste do país. Região também famosa por receitas como coc au vin, escargots à la bourguignonne e a amada, idolatrada, salve salve, mostarda de Dijon.

É provável que sua origem more na necessidade das famílias de camponeses da região – criadoras de gado charolês – de amaciar a carne bovina num longo cozimento em vinho local. A ascensão à alta gastronomia veio pelas mãos do francês Auguste Escoffier, chef, restaurateur e escritor que popularizou e renovou os métodos tradicionais da culinária francesa.

Nas Américas, a receita foi consagrada por Julia Child, uma simples dona de casa norte-americana que revolucionou o modo de cozinhar nos EUA muito antes de Martha Stewart e suas congêneres. Nos anos 40, Julia se mudou para Paris ao lado do marido, onde se apaixonou pela cozinha e fez de tudo para estudar na Le Cordon Bleu. A escola de gastronomia mais tradicional da França no século 20 que, se quer, aceitava mulheres.

De volta aos EUA, Julia lançou o livro que mudou o modo americano de se relacionar com a comida. “Mastering The Art of French Cooking” (“Dominando a Arte da Culinária Francesa”), traz entre outras, a receita do Boeuf Bourguinon. Quem assistiu o recente filme Julia & Julie (2009), conhece bem essa história. Além da publicação, Julia também se tornou apresentadora em um show de TV onde ensinava as receitas que aprendeu na França.


Receita: Boeuf Bourguignon

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Eu sou a favor dos clássicos. Já fiz aqui estrogonofe, picadinho, bacalhau às natas, pudim de leite e galinhada. Todas receitas tradicionais que, se estão por aí há séculos, é porque funcionam e agradam. Nesta linha tem uma em particular que me encanta por demais, principalmente em dias frios como os que estão fazendo essa semana em São Paulo, o boeuf bourguignon.

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Vi por aí: as cervejas que provamos no Degusta Beer

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Semana passada, entre 25 e 27 de junho,  rolaram aqui em São Paulo dois eventos ao mesmo tempo, no mesmo lugar e para o mesmo público: a Brasil Brau, mais voltada para cervejeiros profissionais, e o Degusta Beer, mais indicado aos bebedores. Enquanto a primeira reúne novidades em equipamentos, técnicas e tecnologia, o segundo traz quase 400 rótulos, desde os mais recentes até os mais consagrados. Brejeiras que somos, fomos bater perna e erguer os copos.

Começamos com a Tereza Pilsen Extra Hop, essa linda! Lançada no fim de 2012, é a primeira cerveja da rede Mr. Beer e foi feita em parceria com a Lünen Bier, uma nanocervejaria do interior do estado. Como boa Pilsen, é levinha e refrescante, mas com uma carga mais generosa de lúpulo, o que dá aquele amargor seco tão querido ao nosso paladar. Tem 5% de teor alcoólico.

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Vi por aí: saiba onde encontrar as louças dos chefs

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Recentemente fiz uma pauta para o UOL sobre as louças dos chefs. A ideia era mostrar onde os chefs compram os utensílios que usam para levar sua comida à mesa. Se você é vai a restaurantes ou consome conteúdo gastronômico, já deve ter observado o cuidado especial que tem rolado com essa parte do serviço.

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