JANTAR SECRETO: Sabores do Cerrado

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Acabamos de voltar do primeiro Jantar Secreto Viaja do Brasil. Passamos uma temporada do mês de setembro pelo cerrado brasileiro esquentando a barriga nos fogões goianos.

Agora estamos de volta à nossa casa em São Paulo.

Como de praxe, voltamos cheios de inspiração e com mala repleta de delícias típicas e estamos loucos para dividir isso com vocês!

Por isso, agora em outubro teremos a primeira edição do Jantar Secreto – Sabores do Cerrado.

Venha curtir o sábado à noite com um programa especial, conhecer pessoas, histórias e novos sabores.

DIA 15/10/2016
ÀS 20H30

Solicite a sua vaga no email jantares.secretos@gmail.com, valores abaixo.

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INGRESSOS:
PACOTE 1 – petisco + entrada + prato principal + sobremesa: R$ 140

PACOTE 2 – petisco + entrada + prato principal + sobremesa + harmonização de bebidas alcoólicas: R$ 180

OBSERVAÇÕES:
– água e café são cortesias da casa
– caso você prefira não aderir à harmonização, pode trazer sua bebida de casa, nós não cobramos taxa de rolha.

Dúvidas? Ligue pra gente:
11 2385-7513
11 98279-7513

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Receita: ricota cremosa a jato

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Ricota, ou ricotta, em italiano. Algo como re-cozido, ou cozido duas vezes. A ricota é nada mais que um subproduto resultante da produção de queijo que os italianos sabidamente aproveitam desde a Idade do Bronze. Simples assim. E agora eu vou te alforriar para todo sempre dos grilhões da ricota ressecada e sem gosto das geladeiras do supermercado do bairro. Sim, você pode e vai fazer sua ricotinha do amor. Vem comigo!

Mas antes um pouco de informação, porque nem só comida se alimenta o leitor do Sem Medida. Tem que fazer bonito na rodinha foodie também. Toma essa merenda:

1 – RICOTA NÃO É QUEIJO: Justamente por ser feita a partir do soro drenado na fabricação do queijo, como o requeijão, que a ricota não é considerada queijo. Visse? Mas nem por isso precisamos desprezar essa belezura. Principalmente quando ela é cremosa,  fresca e feita por você.

2 – LEITE TALHADO SEM DRAMA: No preparo original da ricota, o soro é aquecido até ferver com adição de algum elemento ácido (vinagre ou sumo de limão). Tudo isso para incentivar a coagulação, no populacho o famoso talhar. No tempo que leite era leite e vinha da vaca e não caixa esterilizada, esse momento era um drama familiar de desperdício. Na minha casa, mamis fazia um doce de leite talhado que é de chorar de saudade.

3 – PROTEÍNA DO AMOR: Talhar significa apenas que a proteína do leite se separou do líquido formando aquela massinha sólida boiando na água amarelada. Essa massinha magya, também chamada de coalho, é tipo um demi queijo. Bem a grosso modo, é dela que partem todas as maravilhosidades queijísticas que conhecemos e amamos.

4 – QUALQUER LEITE: até o leite mais surrado pela indústria é capaz de gerar ricota. De saquinho, de caixinha, de vidro vintage, de amêndoas e castanhas hipster.

Mas em casa, na minha e na sua, nós faremos a ricotinha básica da independência. Um processo bem atalhado de produção caseira de ricotas suculentas e cremosas salve salve, SEM PRECISAR partir do soro do leite que sobra do queijo porque:

1 – NÃO FAZEMOS QUEIJO EM CASA: ainda não cheguei no modo Jedi da minha existência culinária que significa produzir meu próprio queijo em casa.

2 – TEMOS PREGUIÇA: é mais fácil e rápido fazer a ricota em casa a partir do leite integral

3 – SOMOS PROBRES: com o leite rende mais ricota e gasta menos gás

Vem gente!

Comece colocando 1 litro de leite integral na panela para ferver com uma pitada de sal.

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Quando começar a ferver esprema 1/2 limão no leite, sem sementes.

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O leite vai talhar em pouco tempo. Mantenha o fogo ligado, mas agora mais brando.

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Quando ferver novamente desligue.

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Forre uma peneira com um pano limpo e fino e coe para separar o sólido do líquido do leite que a essa altura já deve estar bem coagulado.  Salve o soro pois ele é útil em marinadas de carne e frango, sério, em breve ensino aqui.

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Quanto mais tempo você deixar drenando mais sequinha ficará a sua ricota.

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ricota_julio_cersar_soares_semmedida11Coloque essa massa de queijo em um recipiente. Eu quis deixar bem em foma de queijinho. Por isso usei esse ramequim.

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Mas pode ser qualquer recipiente. Ideal que seja de vidro e com tampa para guardar na geladeira e ir consumindo aos poucos.

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Olha que lindeza de queijinho falsiane você pode fazer?!
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Para uma versão cremosíssima você pode:

1 – ACRESCENTAR GORDURA: acrescentar umas duas colheres de creme de leite fresco a massa final antes de transferir para o recipiente em que vai armazená-la. Desse jeito é mais difícil de errar rende mais pois o creme dá mais corpo à massa final.

2 – ACRESCENTAR MAIS GORDURA: acrescentar 1/2 xícara de creme de leite fresco ao leite lá no começo, antes da fervura. Desse jeito fica cremosa, mas mantém a leveza, mas pode demorar mais mais para coagular e separar o soro.
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De todo jeito, essa será a melhor ricota da sua vida. Fresca, boa de comer morninha assim que ficar pronta, na torrada, no pão, no crostini.

Ou para compor molhos, recheios de massas e hidratar as mãos. Ainda mais se você conseguir um glorioso leite de cabra! #brinks. Vamos só comer que é o que faz mais sentido mesmo. ;-)

Em breve eu publico aqui o gnud, um nhoque (obviamente falsiane) de ricota, ridículo de fácil. Ideal pro povo anti-glúten.

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Receita: batatas bolinha sauté bem coradinhas

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Esse post não precisaria de nada mais que fotos de batatas coradas reluzentes.

Porque batata é batata, não requer explicação.

Batata resolve qualquer crise, guerra e dor de cotovelo. Batata nunca é demais.

Cozida, frita, gratinada, assada, esmurrada, no purê, na salada, na sopa, na vida. Aqui ela aparece salteada no azeite com lâminas de alho, sal grosso e salsinha.

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Cozinhe as batatas bolinha em água salgada até ficarem macias. Espete com um palito para checar. Depois descasque-as.

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Numa frigideira aqueça o azeite e coloque um dente grande alho cortado em lâminas. Junte as batatinhas e dourando todo mundo balançando a frigideira como se você soubesse bem o que está fazendo. Tenha coragem e se uma batata sair voando, não sofra. Se sua casa for minimamente limpa você dá uma limpada e volta pra panela. hahahaha

Essa não é uma recomendação válida para estabelecimentos comerciais.

Finalize com sal grosso ou se estiver ryyyycoan copm flor de sal.  Pimenta-do-reino cai bem também. Beijas, com A.
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Receita: mini arroz de leite com legumes

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Para quem não conhece, o mini-arroz é um ingrediente brasileiro.  Aqui  no glossário eu conto mais sobre essa preciosidade nacional. Além de lindo, ele tem um sabor floral muito especial. Eu uso em diferentes preparos, substituindo outros arrozes como o agulhinha e o arbório.

Aqui nessa receita, ele entra para ahazar na cremosidade: arroz de leite, uma receita tradicional nordestina. Mas não tem nada de doce, é um prato típico do Rio Grande do Norte. Um acompanhamento indispensável para a carne de sol.

Nada mais que o cereal cozido, obviamente, no leite. Simples assim.

A maioria das receitas manda misturar o arroz depois de cozido ao leite.  Eu prefiro misturar 1  parte de água e 1 parte de leite integral para cozinhar 1 parte de arroz. No final junto mais um pouco de leite para dar mais liquidez. O resultado é mais cremoso e com mais sabor de leite.

Não tem nem como dar receita.  Mas segue um passo a passo rápido para para duas pessoas:

Use 1 xícara de mini arroz, mais 1 xícara de água e 1 de leite, ambos em ponto de fervura, ou seja, bem quente. Em uma panela coloque um pouco de azeite e uma colher de manteiga sem sal. Refogue o mini arroz até que ele comece a ficar translúcido. Acrescente a água e o leite quente e tempere com sal esse caldo. Pouco, porque vai secar e concentrar.

Aqui eu incrementei com legumes da geladeira cortados em cubinhos pequenos: abobrinha brasileira (aquela amarelinha), cenoura, abobrinha italiana e cebola roxa. Eles devem entrar em seguida no líquido quente para cozinhar enquanto o arroz seca e cozinha também.

Deixe todo mundo cozinhar em fogo baixo até que o líquido seque, o que deve levar uns 10 minutos.

Finalize com um pouco mais de leite quente. No máximo mais 1 xícara. A ideia é que fique cremoso e não muito líquido. Por isso, vá aos poucos e mexendo bem. Para coroar junte meia colher de manteiga e mexa mais um pouco.

Sirva assim, puro. Ou use como acompanhamento para grelhados, veganos ou carnívoros.

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Receita: Figos grelhados com vinho tinto

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Corte os figos ao meio. Aqueça a frigideira e grelhe o lado de dentro, quando dourar, vire e coloque o vinho e o açúcar. Balance a frigideira para ao vinho envolver os figos e o açúcar. Deixe reduzir, 5 minutos bastam. Retire do fogo. Sirva com queijo meia cura ou ricota fresca.