Eu amo Anthony Bourdain, é quase inútil dizer isso, porque quase todo mundo ama também. Os homens querem se-lo, as mulheres querem te-lo. Ele é alto, ácido, charmoso, cruel, sarcástico, arrogante, elegante, engraçado, desbocado, doce, politicamente incorreto…Tudo isso, na medida, nem demais, nem de menos. Tá explicado o meu amor.

Eu também amo São Paulo, algo que talvez também seja desnecessário dizer, já que deixei meu Goiás há quase 12 anos, para morar  aqui. Eu escolhi São Paulo, como zilhões de pessoas também o fizeram. Ela é feia, lotada, suja, exageradamente grande, mal educada, desorganizada, contraditória, catastrófica, fria, cinza, nublada, abafada, sufocante, solitária…Tudo isso, sem medida, demasiada e exageradamente. Mas eu amo, a ponto de viver mil km longe dos meus.

Avenida Paulista – Crédito: Acervo SPTuris – SPTuris

É preciso calma para amar SP. Ninguém se apaixona por essa cidade, assim de graça, como rola com o Rio. Há que se ter tempo, cuidado e boavon. Tempo para conhecer seus encantos ocultos, cuidado para não se ferrar no processo e boavon para tolerar todos os defeitos. Como em qualquer caso de amor.

E para homenagear os 458 anos da cidade que dizem que nunca dorme, compartilho com vocês o encontro desses dois amores: A visita de Bourdain e seu No Reservations a São Paulo.  Portanto hoje, não tem receita:

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

Parte 4:

Parte 5:

Ele também esteve em Belém, outra cidade que eu também amo, mas isso fica pra outro post.

 

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