Se você ainda não sabe, está rolando na Câmara dos Vereadores de São Paulo um projeto de lei que que regulamenta a comercialização de comida nas ruas da cidade. Tá, e daí, você pergunta. Por alguns motivos:

* Em toda a cidade de São Paulo, segundo o Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV), apenas 120 ambulantes estão cadastrados para vender alimentos nas rua.

* Ou seja, o resto está na ilegalidade e tem de fugir do rapa. Como não tem regulamentação, não tem fiscalização. Isso impacta na qualidade e higiene dos produtos deste comerciante informal. A exemplo daquele yakssoba MARA ou do milho cozido que você adora (ou adorava) fisgar na Av. Paulista.

*De acordo com a Lei Municipal 12.736/98, o único alimento não industrializado que pode ser vendido em via pública é o cachorro-quente. Leia-se: quase ninguém tem licença pra vender comida na rua, e os poucos que têm é dogão. Diversidade pra quê?

* Na prefeitura já existe um curso de manipulação de alimentos que ensina entre outras coisas a adaptar os veículos seguindo normas de higiene e ter o ponto aprovado pelo DSV. Para ao final, conseguir o Termo de Permissão de Uso (TPU). Mas por algum motivo que minha ignorância não alcança, ninguém recebe a tal TPU.

Tendo tudo isso em mente vamos a parte que te toca, caro leitor.

* Caso você more em São Paulo e seja um ser humano do tipo que come, não seria bacana ter comidas gostosas e variadas feitas sob regulamentação, por gente licenciada nas ruas da cidade?

* Além de bacana, seria barato. Já que os chefs sofrem com os altos custos de ter um restaurante e têm que repassar esses valores para a comida.  Na rua não há serviço de salão, copos, pratos, energia elétrica, etc. Tudo isso impacta no seu bolso de comensal.

* Como se não bastasse a parte saborosa, tem a parte econômico-social. Uma cidade que sofre com violência e exclusão, gerar oportunidades de emprego e de empreendedorismo só faz bem. Nem todo  cozinheiro pode ou quer ter um restaurante. A rua pode ser uma alternativa muito viável para eles de ter um  ganha pão super rentável.

* Por fim, acho que nada mais justo do que as ruas da cidade serem tomadas pela população. O único jeito de termos uma São Paulo mais saudável e se realmente a habitarmos.

Tudo isso é para contar pra vocês a importância do debate de hoje. Independente das inclinações políticas e de auto-promoção, a iniciativa em si já é louvável. Se tudo correr bem São Paulo vencerá uma grande barreira que nos colocará no cenário gastronômico contemporâneo. Já que todas as grandes cidades do mundo estão comendo nas ruas. Conheça um pouco do fenômeno Food Trucks.    

Se você não puder ir até a prefeitura, acompanhe a discussão pela fan page do vereador Andrea Matarazzo.

Mais sobre o tema aqui na Brasil Food Trucks e aqui.

Serviço:

Encontro público sobre lei da Comida de Rua
Local: Câmara dos Vereadores de São Paulo – Salão Nobre – 8º andar
Endereço: Viaduto Jacareí, 100 – Centro
Telefone: (11) 3396-4390 – São Paulo (SP)

 

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