Ao contrário do que reza a cartilha do momento, eu amo massas. Em geral. Todas as combinações de molhos e formas. Principalmente os clássicos. Dentre as minhas preferidas o carbonara brilha muito. Daí que num dado momento fui pautada para ir em busca da verdadeira receita.

Na minha apuração descobri algumas “verdades”. Algumas porque se tratando de receita sempre existe um sem número de histórias que justificam sua origem. A autoria então, nem se fala. Todo mundo quer pra si o mérito de ter criado algo de sucesso. Nesse caso, os romanos são os mais possessivos e batem o pé dizendo que o carbonara  é deles. Mas há até quem credite a invenção aos soldado americanos que passaram um tempo em Roma no pós-guerra.

Ok, eu poderia contar todos os detalhes aqui, mas como já contei uma vez, pra conhecer a história do carbonara você terá que ler a minha matéria o Carbonara tem pressa no IG.

A parte boa é que todas vez que escrevo sobre algo relacionado à comida fico com lombriga. Daí  lá vou eu com meu olho grande testar a receita na minha minúscula cozinha.  E agora, pela a minha felicidade e de quem me cerca eu aprendi a fazer um carbonara quase de verdade. Quase porque alguns ingredientes romanos são raros por aqui e quando encontrados têm preços um tanto proibitivos.

Por isso, vamos fazer o jogo do possível e preparar em casa o carbonara que cabe no nosso bolso, mas que também alimenta o coração.

Verdades e mitos do carbonara 


– o Carbonara não precisa de creme de leite nem nada do gênero, o molho é resultado dos ovos e da água do cozimento da massa.

– Alguns autores defendem que o Carbonara não precisa de salsinha, alho, cebola, nem nada. A vedete deve ser a combinação ovo+pimenta+porco. Mas o molho é seu, você faz do jeito que melhor lhe convier.

– O carbonara não espera, deve ser comido imediatamente, caso contrário o molho em vez de cremoso vira um coagulado de ovos. Que também pode ser gostoso, mas do outro jeito é muito melhor.

– Na Itália o carbonara é feito com guancciale curada, um tipo de toucinho feito a partir da bochecha/papada do porco de sabor bem mais suave do que bacon, por exemplo. Como esse ingrediente é raro por aqui, vale substituir por pancetta.

– Os queijos usados por lá são o Pecorino Romano e o Parmigiano-Reggiano. São queijos com DOP (Denominação de Origem Protegida) e por isso raros e caros por aqui. Por isso, a saída é usar um parmesão de boa qualidade (evite saquinhos).

Confira a receita do espaguete à carbonara

 

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