Essa  eu aprendi com a mãe de uma amiga lá no Goiás.  A fama é a seguinte: Vou te ensinar um peixe que não tem gosto de peixe. Eu não entendo isso muito bem. Porque eu gosto de peixe e, claro, do gosto dele em si. Tanto que gosto até daqueles que fazem muita gente torcer o nariz, como sardinha e piranha.

Mas essa minha amiga, por exemplo,  não gosta. Ele quer a textura, quer até um pouco do sabor, mas não quer sentir o mar, muito menos o rio no seu garfo. Aliás, essa é uma das polêmicas dos nadantes. Em São Paulo é recorrente a afirmação de que peixe de rio tem gosto de barro.  #NOT

Claro que ele não tem gosto de mar, mas também não tem de gosto de terra insira aqui o seu insulto e discordância. Simplesmente porque peixe não come terra, e se come, está doente e não serve pra ser comido. Tanto que os índios sempre abriam o peixe e verificavam as entranhas – se houvesse barro no bucho, descartavam. Normalmente eles se alimentam de pequenos seres e plantas da água doce. Por sinal, a mesma água que você provavelmente toma na sua casa, com a diferença de um ou outro tratamento, mas é. Ou você bebe água do mar?

Polêmicas a parte, voltemos à receita. Esse peixe deve agradar a todos porque é daquele tipo de comida fácil de comer. Uma combinação de elementos que nos agradam desde sempre. Molho de tomate, batata e queijo. Tudo empilhado e posto no forno para pegar um bronze. O peixe, lá no fundo, vira um mero coadjuvante, apenas suportando toda a massa úmida e cremosa.

Por tanto, se você é como a minha amiga goiana, que gosta de peixe sem gosto de peixe, teste essa receita em casa. É fácil e deliciosa.

Peixe que não tem gosto de peixe
Para 4 porções

Ingredientes

Para o peixe
4 filés de peixe (a mãe da minha amiga usa filé de pintado, um peixe de rio delícia, mas vale qualquer um. Como o objetivo é não sentir o gosto você pode usar uma tilápia ou sant peter, que são mais em conta)
Sal e pimenta a gosto

Para o molho
Azeite
1 cebola
2 dentes de alho
4 tomates frescos e maduros (ou 1 lata de tomate pelado)
2 pimentas de bode (opcional, claro)
Sal a gosto
Pimenta-do-reino em grãos

Para o purê
Salsinha com talos
4 batata grandes
2 dentes de alho
Pimenta em grão
2 colheres de manteiga
1 xícara de chá de mussarela
Queijo ralado a vonts (pode ser o de sua preferência)

Preparo
Comece colocando as batatas cortadas em pedaços médios (com casca e tudo) para cozinhar na água com uns 4 talos de salsinha, a pimenta em grãos e o alho até que fiquem macias.

Enquanto isso, amasse o alho com a pimenta de bode, pique as cebolas em cubinhos e os tomates também. Em uma frigideira coloque um fio de azeite, refogue a cebola até murchar, depois o alho e a pimenta. Na sequência acrescente os tomates e deixe o molho ferver até engrossar. Depois bate no liquidificador para ficar uniforme. Reserve.

Descasque as batatas cozidas e amasse até virar um purê rustico. Acrescente a manteiga, a mussarela, misture bem e acerte o sal. Tempere os filés de peixe com sal e pimenta.

Em uma forma individual – pode ser também em uma travessa grande no estilo para compartilhar à mesa, eu usei essas cocotes porque ganhei recentemente e estava afim de uma frescurinha – disponha os filés de peixe, cubra com o molho vermelho e depois com o purê de batata.

Finalize com o queijo ralado. Leve ao forno alto até dourar a parte de cima, o que deve acontecer em no máximo 10 minutos para o peixe não cozinhar demais.

 

 

 

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