Contra todas as expectativas eu sempre gostei de fazer aniversário.
Contra pq toda aquele retrato da mesa de doces, bolo glacê metade açúcar metade corante, creonças enlouquecidas em volta, nunca tive. Nem na memória nem no álbum.

Talvez pq minha mãe, do alto da sua sagacidade tenha me poupado da decepção da falta de quórum, antes q eu tomasse consciência do poder do parabéns e do “bolo”. Fato é, que nascida no 24/12, nunca tive oficialmente uma festa. Porém, a festa sempre me teve. Hahahaha

Muito cedo percebi que ter a festa na data em que eu nasci não era opção, e tirando o fato de não ser necessariamente e exclusivamente minha, invariavelmente ela viria. E geralmente seria a melhor delas.

Com décor over, música duvidosa, melhores comidas e muitos presentes, para todos. Jamais teria escola, tão pouco trabalho. Só pavê, cidra e gente loka reunida em torno de um clima quase fake de good vibes and love only com pitadas de fim de mundo. Festa!
E até aí, torow mundo né? Aquele alívio desespero do “Urruuu mais um ano X carai mais um ano!
Mas com o tempo aprendi a comemorar minha existência nessa terra em meio ao caos natalino.

Já dei muita festona fritando na pixta (saudades jaca fest), já fingi q não era comigo, já amarguei sozinha num busão horrendo rumo ao Goiás, já soprei vela no Peru na @fatimabernardes , já apenas dormi sozinha e chorei largada.

Hoje tô trabalhando (oh que gênia) e dando a cara preta pra bater lá no @gnt

Vai lá ver eu contando a história do meu bloguinho no canal que mais amo.

Pra uma quarta década de vida tá de bom tamanho.
Pode entrar 41.
Obrigada a todos os envolvidos e não se esqueçam: feliz natal.

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