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Receita: Congri cubano

Por Larissa Januário em: em: 26 de novembro de 2015
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Para fechar o mês da consciência negra, reservei um prato de origem africana. Aproveito ainda, para dizer que me enche amor e orgulho saber que foram os negros os responsáveis por esse maravilhoso encontro do arroz com feijão. Para quem não conhece, apresento-lhes o ancestral Congri.

A primeira vez que ouvi falar de Congri foi lendo o Reinaldo Arenas, escritor cubano cuja biografia me marcou muito. Tanto que na época, pré-google, eu tive que dar uma raladinha para buscar a receita. Trata-se basicamente de arroz cozido no feijão, na mesma panela. Talvez o prato mais consumido em Cuba e em outros países da América Central.

Segundo as lendas cubanas, o Congri nasceu de um erro de um escravo africano que queria melhorar um prato sem graça. Em desespero, ele teria fervido o arroz com feijão vermelho frescos. O resultado é esse prato com nome francês: contração de cong, nome africano para feijão e riz, nome francês para arroz.

Quando a combinação uni arroz branco e feijão preto, pode receber o nome de Moros y Cristianos (mouros e cristãos). Há variações do prato no Caribe, México e até no sul dos EUA. Umas levam arroz vermelho e feijão roxo. Mas é em Cuba que o Congri reina absoluto nas mesas de todo país.

Serve de acompanhamento para assados e grelhados, mas quando servido sozinho, se basta. Para temperar são usados alho, pimentão e louro. Em tempos de bonança, carne de porco curada e defumada elevam a potência do prato.

Na minha versão, usei feijão preto cozido e seu caldo, arroz basmati e bacon. Como não resisto a um cheiro verde, finalizei com chicória paraense, o famoso coentrão. Num dia comemos o prato sozinho, noutro ele serviu de escolta para um mignon suíno de primeira.  Abaixo coloco o passo a passo para você reproduzir essa riqueza.

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Comece colocando o banco fatiado na caçarola. Deixe dourar e a gordura derreter e depois escorra o excesso, mas não jogue fora.  Acrescente a cebola picada e 3 dentes de alho picado e deixe pegar um pouco de cor também.  Se o refogado secar, coloque um pouco da gordura do bacon reservada. Na sequência, junte 1/2 pimentão picadinho.
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Acrescente 1 xícara de feijão preto já cozido com sal e louro e mais 1 do caldo do cozimento. Deixe aquecer bem.

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Quando começar a ferver, junte 2 xícaras de arroz basmati, aquele mais comprido e mais 1 xícara de água fervente. Tampe a panela, deixando uma brecha pra vapor do arroz sair. Quando a água secar e não der mais para vê-la na superfície, tampe a panela e desligue o fogo (mesmo que o arroz ainda estiver meio durinho). Deixe assim por uns 5,10 minutos. O arroz vai terminar de cozinhar sem ficar empapado.  E está pronto o Congri!

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8 Comments

  1. qualque disse:

    aaaaiiiiii queee deelliicciiiaa !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  2. Larissa Januário disse:

    hehehhehe muito bom!

  3. Ivete disse:

    Acabei de fazer o meu adoreioiii

  4. Larissa Januário disse:

    URRUUUUUUUUU muito bom! fiquei feliz!
    Beijos Ivete!

  5. Miron disse:

    Eu tenho saudades dos dias em que me alimentava de Congri em Cuba. Realmente é excelente!

  6. Larissa Januário disse:

    meu sonho é ir pra cuba!
    ;-)

  7. Romilda disse:

    Amo Cuba,apesar de só ter estado lá por 15 diase sinto uma saudade enorme como se tviesse sempre morado lá!

  8. Larissa Januário disse:

    Oi Romilda, tb amo cuba! Mesmo sem nunca ter ido pra lá.
    um dia vou realizar esse sonho.
    ;-)

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