Cartagena para Vegetarianos e Veganos

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San-Roque

Foto: Saint Roque Cafe, no bairro Getsemaní

Cartagena de Índias, na Colômbia, é uma cidade charmosa, destino de casais e também de mochileiros que buscam natureza, praias de água cristalinas e muito sol!

Por ser banhada pelo Caribe, Cartagena tem uma gastronomia baseada em peixes e frutos do mar e, na maioria dos restaurantes, a unica opção vegetariana é salada ou improvisos, como arroz com vegetais. Há também redes de sanduíches espalhadas por toda a cidade, onde sempre têm opções rápidas. Mas normalmente esses lugares não matam a curiosidade de quem quer provar novos sabores. Para o viajante vegetariano que curte comer e beber bem, aqui vai uma seleção, testada e aprovada, de cantinhos baratos que fui descobrindo nas minhas caminhadas em busca de comida gostosa!

Anacardos

Anacardos – Cocina Creativa
Com foco na cozinha saudável, Anacardos tem um vasto menu vegetariano, com pratos a la carte e executivos. O lugar é super aconchegante e tranquilo.
Recomendo provar o menu do dia que inclui sopa, suco e prato principal. Comi arroz de coco (típico da costa colombiana, hambúrguer de lentilha, salada, berinjela grelhada e hummus por 15.000 pesos (5 dólares +/-)
End.: Calle del Curato, #38-34 Centro

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Saint Roque Café (primeira foto)
Localizado no bairro Getsemaní, fora dos muros da cidade, o holandês de mãe indonésia, Gerard Van der Haas abriu seu restaurante com a proposta de servir pratos que aprendeu com sua mãe. Comida indonésia com toque colombiano, picante, diferente e deliciosa! O ambiente é bem gostoso e intimista, à luz de velas e com um jazz de fundo.
O prato Gado Gado é vegetariano, composto por 6 vegetais, ovo, molho de amendoim e acompanhado por arroz de coco e uma Heineken. Preço 22.000 pesos (+/- 8 dólares).
End.: Calle Espíritu Santo 10c, #29-214 – Getsemaní

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Ciocolatto

Ciocolatto Pop-Bar
Picolés artesanais 100% naturais e pra todos os gostos e restrições: veganos, com leite, iogurte ou adoçados com stevia para diabéticos. Nos sabores estão presentes os clássicos chocolate, amarena, pistache e também muitas opções colombianas, como as frutas lulo, níspero, limonada de coco e zapote. Cada picolé custa 5.000 pesos (2 dólares).
End.: Calle Del Arzobispado con esquina Calle de Ayos. Centro.

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Crepes-&-Waffles-Terraza

La Terraza de Crepes & Waffles
É uma rede colombiana presente também em diversos países da America Latina. Com uma variedade imensa de crepes e sanduíches, no cardápio há boas opções para vegetarianos, com cogumelos, queijos diversos e vegetais. O menu de crepes doces vai muito além do Suzette, como por exemplo o Dulcineia, que vem com uma bola de sorvete envolta em massa, creme inglês, doce de leite (chamado de Arequipe na Colombia) e calda de abacaxi. O terraço tem o acesso um pouco escondido, mas com uma vista privilegiada de diversos pontos do Centro Histórico de Cartagena. Peça uma bebida e aprecie a paisagem da igreja e das torres, igrejas e da cúpula da Catedral de Cartagena que à noite fica iluminada.
End.: Terceiro piso do restaurante Crepes & Waffles. Calle San Pedro Claver com esquina Calle de la Amargura. – Centro.
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Malagana

Malagana
Com um enxuto cardápio, o pequeno restaurante localizado em Getsemaní , o bairro dos hostels e reduto dos mochileiros da cidade, faz bonito com a única opção vegetariana disponível: a salada Malagna, que leva alface, espinafre, cogumelo paris empanado, tomatinho, pimentão assado, abacate, milho e redução de balsâmico. Uma salada que vale por uma refeição completa, por 18.500 pesos (+/- 6 dólares)
End.: Calle Tripita y Media, #31-55 – Getsemaní
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Juan Valdez

Juan Valdez Café
A rede de cafés é um clássico colombiano e está espalhada por toda a cidade. São diversas opções de cafés e também de comidinhas pra acompanhar. Há um combo por 6.000 pesos (2 dólares), no qual escolhe-se entre café preto, (chamado de tinto na Colombia), café gelado (granizado) ou cappuccino e acompanha um palito de queijo com massa de croissant.

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Comidas de rua
Uma ótima opção pra provar o que a Colômbia tem de mais típico:

patacón

Patacón
Panqueca feita com banana amassada e frita, normalmente servida com algum molho, como o hogao, semelhante ao nosso vinagrete. Uma delícia!

Arepas
É a tapioca colombiana. Feita de milho, ela é servida com manteiga e um queijo salgado que lembra o queijo coalho.

palenquera

Frutas colombianas
Em carrinhos de mão, barraquinhas ou vendidas por palenqueras (as simpáticas vendedoras que andam pelas ruas com seus vestidos coloridos e bacias na cabeça) as frutas típicas estão por todos os lados do centro histórico de Cartagena. Algumas com sabor semelhante às nossas, outras muito diferentes, mas recomendo provar toda a variedade que puder.
Níspero é uma fruta de casca semelhante ao kiwi, muito doce, lembra um pouco o caqui, mas mais seca. O mamão papaia é enorme, parece o nosso formosa e quase não tem sementes. O mamón, de casca verde e dura, é conhecido como a uva colombiana, vendida em cachos, mas lembra mais a nossa jabuticaba. Tomate del árbol é azedinho, mais usado para sucos.

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Casa de suco

Casa de suco La Esquina Del Pan de Bono
Na Plaza de los Estudiantes, em frente ao Café Juan Valdez, há uma casa de sucos, ideal para provar sucos naturais das frutas colombianas.

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BBC

Cervejas Colombianas
Prove pelo menos uma das cervejas da BBC – Bogota Beer Company, uma cervejaria pequena com menos de 1% do mercado nacional, que valoriza a produção artesanal.
http://bogotabeercompany.com/

E também a popular Club Colômbia, que têm 3 sabores: Dorada, Negra e Roja, sendo a Dorada (golden lager) minha favorita!

Agradecimentos: À minha irmã Ligia Kawata, que está morando na Colômbia, pela paciência nas caminhadas em busca de comida vegetariana e pela companhia que tornou toda a viagem tão especial!

À Lure City Guide por compartilhar as fotos dos restaurantes Saint Roque e Crepes & Waffles.
www.lurecityguide.com
https://www.facebook.com/LURECITYGUIDE/
https://www.instagram.com/lurecityguide/

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a solução para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Mini Pimentões Recheados com Quinoa

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Existe coisa mais linda que mini pimentões? Esses eu comprei na feira orgânica no paço municipal de Santo Andre. A propósito esta feira, que acontece às quintas, é uma ótima opção pra quem mora no ABC, pois além dos ingredientes comuns também há produtos que quase não encontramos em feiras livres de bairro, como ora pro nóbis e diversas variedades de tomates e batatas.

Voltando aos pimentões, para preservar o formato, fiz recheado e usei quinoa vermelha, mas pode ser de qualquer cor.

Ingredientes
4 mini pimentões vermelhos
1 xic de chá de quinoa
2 xic de chá de água
½ cenoura
½ alho poro
½ cebola
Azeite
Sal e pimenta do reino a gosto
½ pão francês amanhecido

Modo de fazer

Cozinhe a quinoa com a água em fogo baixo e panela semi tampada até que a água toda tenha secado.

refogado

Corte a cebola, a cenoura e o alho poro em cubos pequenos. Refogue em azeite com um pouco de sal.

refogado quinoa

Junte a quinoa e refogue mais um pouco. Acerte o sal e a pimenta do reino.

Corte a tampa dos pimentões e reserve. Retire as sementes e recheie cada um dos pimentões. Umedeça um pedaço de pão francês amanhecido e cubra o pimentão. Coloque a tampa.

Coloque uma quantidade generosa de azeite em uma panela de fundo grosso e distribua os pimentões. Tampe e deixe que eles fritem. Vire a cada um minuto para que fritem por igual.

Para acompanhar eu fiz um pesto de coentro, mas pode ser molho branco ou outro molho de sua preferência.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!

 


Farofa de Talos e Folhas e Beterraba Assada com Queijo Minas

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Tão gostosos quanto a própria beterraba são os seus talos e folhas. Quando ainda são novos, eles são mais macios e por isso ficam ótimos mesmo crus, no meio de uma salada ou para enfeitar pratos quentes, por exemplo. Mas quando as beterrabas já estão maiores, costumo picar tudo bem pequeno e refogar com cebola e alho. Nem sempre as beterrabas são vendidas com talos e folhas, por isso compro sempre em hortas, onde elas são colhidas na hora.

Há algumas semanas estive em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Não é a região mais rica em cultura gastronômica, mas existem produtos típicos bem populares e interessantes, como os mates gelados tomados em cuias chamados de tereré. No Mercado Municipal encontra-se uma boa variedade de farinhas, e no estacionamento do Mercado há uma feira indígena onde podemos comprar frutos do cerrado.

A farinha de Furnas, produzida no quilombo Furnas do Dionísio, localizado a 45km da capital, é uma farinha grossa e muito saborosa, e foi ela que usei pra fazer esta farofa. A cor linda fica por conta dos talos e folhas da beterraba. Ficou muito boa!

Para acompanhar, assei as beterrabas embrulhadas em papel alumínio até ficarem macias.

Ingredientes
2 xícaras de farinha de mandioca grossa
Folhas e talos de umas 5 beterrabas
1 cebola picada em cubos pequenos
2 dentes de alho bem picados
100g de manteiga
Sal e pimenta do reino moída na hora
Beterrabas assadas
Queijo branco esfarelado

Modo de fazer
Aqueça a manteiga e refogue a cebola. Coloque o alho e refogue um pouco mais. Adicione os talos e folhas da beterraba e deixe no fogo até que estejam macios. Desligue o fogo e coloque a farinha. Acerte o sal, moa um pouco de pimenta do reino por cima e sirva com as beterrabas fatiadas e queijo minas.

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*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Salada Morna de Lentilha, Escarola e Pimentão

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*por Marina Kawata

Saladas mornas são perfeitas para o outono. Normalmente elas combinam ingredientes crus com cozidos ou assados. O calor dos alimentos que foram aquecidos, misturado com os alimentos crus e o molho, é o que faz a salada ser morna.

Esta salada pode ser servida como um prato único ou acompanhado de algum carboidrato, como um pão italinao, arroz branco ou risoto.

Ingredientes

10 colheres de sopa de lentilha
10 folhas de escarola
1 folha de louro
2 pimentões vermelhos pequenos
Um punhado de salsinha
6 colheres de sopa de azeite
4 colheres de sopa de vinagre de vinho branco
Sal e pimenta do reino moída na hora

Modo de fazer

Deixe a lentilha de molho por 1h. Escorra e cozinhe em água e sal junto com a folha de louro por cerca de 30 minutos ou até que estejam macias.
Lave bem as folhas de escarola e seque. Enrole todas e corte em fatias finas.
Lave os pimentões e coloque-os inteiros na boca do fogão para que queimem a casca.

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Vá virando com a ajuda de uma pinça para que fique queimado por completo. Coloque-os em um saquinho e mantenha por 15 minutos.

pimentão_sem_casca

Retire do saquinho e descasque os pimentões. Não lave para que não percam sabor. Retire as sementes e corte os pimentões em quadrados médios.
Retire os talos da salsinha e deixe as folhas inteiras.
Em um bowl, coloque a escarola. Escorra a lentilha e coloque-as ainda mornas por cima da escarola. Adicione o azeite e o vinagre e sal. Misture bem.
Coloque os pimentões e a salsinha. Corrija o sal e moa a pimenta do reino por cima. Sirva imediatamente.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Como foi a oficina de leites vegetais na Virada da Educação

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A vida vai acontecendo mais rápida do que o meu tempo para escrever e postar. A oficina de leites vegetais que fiz na Virada da Educação já aconteceu há algumas semanas, mas ainda vale contar aqui. Foi muito interessante mostrar para pais e crianças como o preparo desses leites é simples, muita gente nunca tinha ouvido falar, incluindo uma menina que tinha intolerância a lactose, pra quem o leite vegetal será de grande utilidade. Para preparar basta escolher a sua semente/ oleaginosa/ cereal / amêndoa / fruta, um liquidificador e um saquinho de voal ou peneira fina. No final do post coloquei um vídeo da chef Carina Müller explicando como fazer o saquinho de voal em casa. Muito fácil.

A vantagem desses leites é, além de substituir o derivado animal, incluir mais cálcio e fibras à dieta, e também mais diversidade de sabor. Eles não contêm colesterol nem lactose e são ricos em vitamina B.

O leite de vaca, além de não ser necessário para o ser humano, ainda pode fazer mal a quem tem intolerância a lactose ou problemas de digestão, prisão de ventre e intestino irritável.

O preparo da maioria deles é o mesmo: deixar de molho em água durante 8 horas, bater no liquidificador e coar. Todos eles precisam ser guardados em geladeira e devem ser consumidos em até dois dias.

Vou começar falando de um dos meus favoritos, o leite de castanha do Pará, ou castanha do Brasil. Ele tem um sabor suave e eu gosto de bater tudo junto com tâmaras secas para adoçar.

Leite de castanha do Brasil
Ingredientes
1 xícara de chá de castanha do Brasil
4 tâmaras secas
1 litro de água

Lave as castanhas e deixe de molho na água por 8h juntamente com as tâmaras. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.
Guarde em geladeira por até dois dias.

Leite de amêndoas
O mais comum de todos é o leite de amêndoas e também o que teve maior aceitação do publico da oficina. Ele tem sabor suave, um pouco adocicado e pode ser facilmente misturado a outros ingredientes. A desvantagem dele é que é um pouco caro. Um kg de amêndoa crua com casca custa em torno de 80,00 kg.

Ingredientes
1 xícara de chá de amêndoas (240ml)
3 xícaras de água

Lave as amêndoas e deixe de molho na água por 8h. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.

Leite de gergelim
Ingredientes
1 xícara de chá de gergelim (240ml)
1 litro de água

Lave bem o gergelim e deixe de molho na água por 8h. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.

Leite de linhaça
Ingredientes

1 xícara de chá de linhaça dourada (240ml)
2 litros de água

Lave a linhaça e deixe de molho em parte da água por 8h. Bata tudo no liquidificador adicione o restante da água e coe o líquido em um saquinho de voal.

A linhaça quando hidratada fica com uma consistência gelatinosa, o que dificulta um pouco o preparo. Este leite, na minha opinião, fica com sabor de vitamina de abacate.

Leite de amendoim
Ingredientes
1 xícara de chá de amendoim (240ml)
1 litro de água

Deixe os amendoins de molho na água por 8h. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.

Leite de coco
Ingredientes

1 xícara de chá de coco ralado (240ml)
2 xícaras de chá de água morna

Sempre compro o coco já ralado na feira. Para o preparo deste leite não precisa deixar de molho, basta bater bem no liquidificador com a água morna e coar. Fica delicioso, não da nem pra comparar com o leite de coco industrializado.

Virada da Educação

Veja como fazer os saquinhos de voal

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!