Camarão na brasa com caldo de milho e chouriço espanhol

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Passei o mês de junho inteiro no looping da feijoada. Não que isso seja ruim, inclusive é o oposto. Eu finalmente lancei o evento e foi maravilhoso. Casa lotadíssima, pessoas felizes e comida daquele jeito que eu gosto e do modelo que eu sei fazer: de baciada. Então se você perdeu fique atento que em julho teremos mais uma edição e outras surpresinhas.

Mas agora para quebrar o monotema, vamos falar da segunda melhor coisa do mês de junho, depois da festas juninas: o fim do defeso dos pescados e principalmente do camarão. SIIIIM! Junho, esse mês do amor, traz com consigo um lote desse crustáceo maravilhoso. E eu, com a minha carteirinha de brasileirinha 01, chego a ter mini infartos de emoção quando vejo aqueles camarão full pistola com preço mais barato que da carne moída. É MUITO AMOR BRASÉL.

Explicando: Para quem não sabe, o defeso é uma lei que proíbe a pesca durante o ciclo reprodutivo das espécies, justamente para coibir a pesca predatória e preservá-las. Durante o defeso, tudo fica mais caro, porque simplesmente não está disponível (e se está é congelado ou pior, proveniente de pesca ilegal).

O Defeso do Camarão é regulamentado pela Instrução Normativa IBAMA nº189/2008 que protege as espécies dos camarões branco, rosa, santana, sete barbas, entre outros.  A orientação durante esse período para pescadores, comerciantes e consumidores é respeitarem o defeso, uma vez que é nesse intervalo que ocorre a reprodução e crescimento dos camarões. Por isso, essa fase do defeso serve também para sinalizar a importância de consumirmos alimentos respeitando os ciclos da natureza.

Como brinde, ao final desse ciclo, a natureza responde com abundância de produtos frescos, de ótima qualidade a preços mais acessíveis. Parece meio óbvio que é mais inteligente dar preferência produtos da época, mas muita gente ainda não percebeu o quanto essa regra básica de consumo é mais lógica e coerente.

Mas voltando ao camarão, para celebrar o fim do defeso trago aqui uma receita de inverno que criei no ano passado para o aniversário do Gustavo. Um cozido de milho, chouriço espanhol e camarão. Sim, pode parecer estranho, mas essa é uma combinação explosiva em sabor e calor. O adocicado do milho, o picante do chouriço e o sabor único do camarão fazem uma amizade maravilhosa. Confere aí!

Então vem comigo aproveitar a fartura desse crustáceo maravilhoso!

Comece cortando o chouriço de uns 300g (eu usei picante, mas pode ser normal) em cubos de 1cm e leve numa frigideira antiaderente para dourar. Ele vai soltar óleo e uma cor linda.

Entre com 1 cebola média picada em cubinhos. E deixe ela roubar toda a cor do chouriço.

Coloque talos de salsinha e/ou coentro picadinhos. E deixe refogar mais um pouco.

O refogado deve ficar assim.

Ai, entre com 400g de milho verde debulhado. Pode ser milho em lata? Pode. Vai ficar igual? Não. O milho fresco é mais doce, macio e saboroso. Mas se não tiver escolha manda ver. Para o milho cozinhar, coloque uma xicara de caldo de camarão. Receita aqui.

Entre com o camarão limpo. Lembrando que se quiser fazer o caldo caseiro para dar ainda mais sabor de mar a sua receita, peça o peixeiro para salvar cascas  cabeça.

Para ostentar, faça uns camarões inteiros na brasa e sirva junto com o cozido. Para fazer a argamassa, indico arroz branco do tipo basmati.

 

 


Receita: Ceviche de caju com (ou sem) camarões

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Muita gente tem me perguntado sobre o ceviche de caju.

É salgado?

Leva peixe?

Fica bom?

Então. Não tem muita regra aqui não. O Sem Medida, é sem medida porque a redação é meio que narrador personagem e expectador participativo. A gente joga o tema e você desenvolve como quer e como pode.

Eu já fiz o ceviche de muitas formas como esse caipira de pintado com jiló e também o de caju com curvina como você pode ver nessa receita aqui. Fica maravilhosa a combinação. Recentemente eu fiz o ceviche só com caju e servi com camarões grelhados pra trazer contraste de sabor.

E também porque, né? Se tem camarão a gente usa! A regra é bem clara no manual da alimentação dos brasileirinhos trabalhadores. Pode ver a galera no quillão quando dá de cara com comida cara. Enche o pote.

Os vegetarianos podem substituir o camarão por uma linda linda pupunha fresca grelhadona. Vai brilhar até na lua.

Então vamos ao preparo. Lembrando que a parte mais difícil da receita é encontrar um bom caju pra comprar, isso se você estiver no Sudeste. Lá pra cima eles caem na sua cabeça na rua.

1 – pique o caju em cubos

2 – pique a cebola em lâminas o mais finas possível e coloque de molho na água gelada.

3 – pique o contro. SIM! Tem que ter coentro no ceviche. Quero ver você ir la no La mar no Peru e ficar de frescura porque tem coentro no ceviche. Aceita o coentro no seu coração, ele vai operar milagres de sabor na sua vida.

4 – Escorra a cebola, junte tudo, tempere  com sal e suco de limão suficiente para gerar um caldinho na receita. Pronto para o vegans. Você que não come carne pode parar aqui e ser feliz.

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5 – Tempere os camarões lindos com sal e pimenta e grelhe em azeite. Sirva com o ceviche.

6 – Ouça os aplausos da torcida e corra para o abraço.

 

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*BITTERSWEET: Campari Tonic + Salteado de camarões, chouriço espanhol e mini pimentões defumados

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Aqui neste post contamos como somos mais que fãs de Campari. E um dos motivos do nosso apego é justamente a versatilidade presente na bebida. Essa combinação de doçura e amargor capaz de compor diferentes tipos de drinques para diferentes paladares e momentos.  Hora em combinações mais ousadas e complexas, hora mais leves descompromissadas.

Não por acaso, esse é o tema da campanha BitterSweet que estampa o celebrado calendário de 2016 da marca estrelado por ninguém menos que bela de Hollywood, Kate Hudson. A linda interpreta as personalidades amarga e doce dando vida aos sabores de Campari. Difícil escolher!

E você? Qual o seu lado nessa saborosa disputa? Clique aqui  e faça o teste para descobrir de você é Bitter (amargo) ou Sweet (doce)! A Kate ajuda na escolha: 

BITTER: a verdadeira essência do sabor da Campari é bitter. Seu amargor cativa o paladar, adiciona ousadia ao drinque. Um sabor único.

SWEET: deixe o doce de Campari te levar a uma intrigante viagem de combinações sutis e originais que irão surpreendê-lo com atraentes sabores.

Para esquentar ainda mais a disputa, aqui no Sem Medida nós criamos um petisco para acompanhar o nosso drinque sweet: o Campari Tonic. Tudo o que o coquetel leva é um toque de água tônica e um zest de laranja. Receita completa aqui. Para queles dias em que tudo que você quer é relaxar e curtir sem abrir mão do sabor.

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Para acompanhar, nada mais justo que um petisco de preparo igualmente simples, mas também cheio de sabor: Salteado de camarões, chouriço espanhol e mini pimentões defumados. Uma combinação perfeita entre picância, doçura e notas de amargor típicas dos tostados.

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Para uma receita suficiente para 2 pessoas, comece tostando umas 6 unidades de mini pimentões direto na chama do fogão ate que fiquem completamente pretos. Se não tiver do mini, use 2 pimentões vermelhos normais. Abafe os pimentões tostados em um pote com tampa. E quando esfriar tire pele queimada em água corrente. Ela sairá facilmente. Reserve.

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Numa frigideira de fundo grosso, toste umas 200g de chouriço espanhol picante até que fiquem levemente dourados. Reserve. Imediatamente, na mesma panela (aproveitando o óleo do chouriço), toste 200g de camarões rosa grandes limpos e já temperado com um pouco de sal e pimenta. Volte todo os componentes para a panelas e com o fogo alto finalize com o suco de um limão siciliano. Misture para que os sabores sejam encorporados. Salpique algumas folhas de coentro ou a erva de sua preferência e sirva imediatamente.  Para acompanhar prepare um molho aioli, receita aqui. E o Campari Tonic, claro!

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Receita: Fideua

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Fideuá, se você ainda não comeu coma.  Aproveite que o fim de semana está a vista, faça a rycah e corra atrás do camarão. Você merece essa ousadia!

Trata-se de um prato de origem espanhola, de Valência e não por acaso, muito semelhante à paella. Só que nele, o arroz dá lugar ao macarrão. Especificamente ao fidéu, aqui mais conhecido como cabelo de anjo, aquele espaguete beeeem fininho. Na Itália chamado de cappellini.

Mas reza a lenda que o prato surgiu de uma variação de outro arroz espanhol, chamado de Arroz à Banda. Também muito parecido com a paella, mas preparado em uma panela diferente, de ferro. É feito com peixes e frutos do mar. Mas no final, separa-se e serve as carnes à parte, daí o nome, à banda. Como pertences perdem o sabor para o arroz, coloca-se molho aioli para acompanhá-los.

Voltando ao fideuá, reza a lenda que o cozinheiro de um barco nunca conseguia servir quantidade suficiente de arroz à banda para a tripulação. Porque o capital, um grande admirador da receita, comia tanto, que não sobrava nada a pros marinheiros. Na tentativa de que sobrasse comida, o tal cozinheiro teria trocado o arroz pelo macarrão.  Pensando que assim o prato seria menos apetitoso o capitão.

Se o capitão comeu menos eu não sei. Mas aqui, quando a gente faz não sobra. Para ficar mais emocionante eu acrescentei o chouriço espanhol. Aquela linguiça repleta de páprica. Bora para o prato então.

Antes de tudo, é importante lembrar que essa receita fica mais saborosa se tiver um caldo de peixe ou camarão. Aqui ensino a fazer o de camarão.

fideua_semmedida_larissa_januariofideua_semmedida_larissa_januario2Fatie o chouriço espanhol, umas 150g bastam, e leve a uma frigideira quente com 1 colher de chá de azeite. Junte 1 cebola picada e deixe suar um pouco, depois acrescente o 2 dentes de alho picados.

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Acrescente 1 pimentão vermelho e 1 verde, dos pequenos, picados em cubinhos. Deixe todo mundo refogar uns 3min.

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Junte 1 lata de tomate pelado e misture bem. A idei é ficar um molho bem grosso, rústico e pedaçudo mesmos. Reserve. Neste ponto, ligue o forno no máximo e deixe aquecendo.

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Como faltou verba, não teremos frutos do mar, somente um bendito camarão. Tempere-os com sal e pimenta preta e doure-os rapidamente em uma frigideira BEM quente, só para selar e dar uma cor. A ideia é que fique mais cru, para terminar de cozinhar no molho. Reserve. Volte ao molho.

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Quebre meio pacote de cappelini e junte ao molho. Misture bem para incorporar os temperos.

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Com a panela no fogo junte parte do caldo de camarão e mexa bem para que o macarrão comece a absorver o líquido.

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Junte o restante Coloque o caldo de camarão até quase cobrir e leve o forno pré-aquecido.  Quando o caldo secar e as bordas escurecerem estará pronto. Isso deve levar o mesmo tempo que a massa exige para ficar cozida (esse tempo está na embalagem).  Salpique cheiro e verde e se quiser ousar, sirva com aioli.

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Glossário: Peixe Trilha

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A trilha é um peixe de água salgada que anda sempre no rastro dos cardumes de camarão. Daí o nome trilha e daí também a justificativa da sua cor rosada e sabor semelhante ao do crustáceo. Sua carne é branca, macia e delicada e como se alimenta das mesmas coisas, no paladar lembra o camarão. Tem espinha pequena, fácil de ser retirada.  Não é fácil de ser encontrada, mas vale a busca. Fica deliciosa grelhada, frita ou assada. E ainda é bem mais barata que o camarão.