Ratatouille – Uma Receita, Muitas Maneiras de Servir

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Ratatouille

Berinjela, abobrinha, tomate e pimentão vermelho. Esses quatro ingredientes juntos são uma combinação perfeita.

A receita é do século XVIII, da região francesa de Provence, mas eu só tive interesse em fazê-la em 2007, quando a Pixar apresentou a sua versão de ratatouille ao mundo. Ver o ratinho preparando aqueles legumes empilhadinhos em forma de espiral aguçou minha curiosidade. Eu precisava comer aquilo! Assisti a cena do Remy preparando a ratatouille milhares de vezes. Ao mesmo tempo começaram a pipocar receitas em revistas e blogs. Fiz um apanhado de tudo o que me agradou e cheguei nesta receita, que fica incrível, segundo todos que a provaram. Ratatouille é realmente um prato maravilhoso, começando pelos ingredientes, que são fáceis de encontrar e acessíveis aos bolsos. Muito versátil, fica delicioso com pão, com arroz, como molho de macarrão, com couscous marroquino, como salada, antepasto, frio, quente, puro, com molho e provavelmente com muitas outras combinações que vocês venham a imaginar.

Para o preparo, você vai precisar de um refratário. Assadeiras de alumínio não servem porque assam muito rápido e a ratatouille pode queimar.

Ingredientes:

– 1 abobrinha italiana média
– 1 berinjela média
– 4 tomates italianos
– 2 colheres de sopa de polpa de tomate
– azeite
– sal e pimenta do reino
– papel manteiga

Para o molho
– 1 lata de tomate italiano pelado ou 5 tomates sem pele e sem sementes
– 1 dente de alho picadinho
– ½ pimentão vermelho
– folhas de manjericão

Modo de fazer:
Comece fatiando a abobrinha, a berinjela e os 4 tomates o mais fino que puder. Se tiver um mandoline, vai facilitar bastante este processo. Senão, é só ter um pouco de paciência e fatiar com uma faca de chef bem afiada.
Espalhe a polpa de tomate no refratário e vá intercalando a abobrinha, a berinjela e os tomates até que cubram todo o refratário.
Salpique sal, pimenta do reino preta moída na hora, despeje um pouco de azeite por cima, cubra com papel manteiga e leve ao forno pré-aquecido a 220 graus.
Após 15 minutos, retire o papel manteiga e deixe assando por mais cerca de 20 minutos ou até que os legumes estejam macios e o liquido (eles soltam água) tenha quase secado.
Enquanto isso, prepare o molho. Sue o alho no azeite e coloque os pimentões picados e os tomates pelados. Deixe cozinhar em fogo baixo por cerca de 20 minutos. Adicione as folhas de manjericão picadas, tampe a panela e deixe esfriar um pouco. Bata tudo no mixer ou liquificador, volte para a panela e deixe o molho apurar por mais 10 minutos.
Sirva a ratatouille e o molho junto com o acompanhamento de sua preferência.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Receita: Tomates e Pimentões Recheados com Sardinha Gratinados

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Eu amo sardinhas. Com elas recheio pizzas, massas e toda sorte de carboidratos.  Mas como ando surfando na onda low carb, acabei inventando essa moda.  Não consigo entender porque as pessoas têm tanto precon com esse peixe. É barato, saboroso e abundante no nosso país. Na brasa ficam incríveis, mas também dão ótimos antepastos. Muito melhor que atum em lata. Read the rest of this entry »


Receita: Sopa Mediterrânea de Tomate e Pimentões Assados

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Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa. Hoje acordamos aqui em SP numa terça-feira outonal com uma ressaca civil pós-mobilização. Fomos às ruas, em milhares. Uma massa, heterogênea e representativa. Foi lindo e agora estamos na expectativa do que virá. Das causas a serem discutidas, abraçadas e alcançadas. Como otimista que sou, prefiro acreditar que não é só uma onda e que vamos sim conseguir mais e mais mudanças.  Não desistam! Não daremos mais colher de sopa.  Mas para fortalecer e acalentar, a receita de hoje é uma reconfortante sopinha.

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Receita de Sardela

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Muitos autores defendem que não existe sardela na Itália. Há até quem bata o pé de que a receita é brasileira. Mas não é bem assim. Como em diversos pratos consumidos por aqui, essa pode muito bem ser considerada uma das inúmeras adaptações feitas pelos imigrantes.

No melhor estilo “é o que tem pra hoje” os italianos teriam improvisado usando sardinha para fazer a tradicional pasta à base de anchova em conserva ou alici (aliche) e peperoncino (pimenta). Um preparo tido como típico da província de Crotone, na Calábria, bem ao sul da bota, chamado de sardella Calabrese (sardinha à calabresa), caviar da Calábria, caviar dos pobres ou caviar do sul.

Sardella, aliás, significa sardinha em italiano. Um peixe até que bem popular na Calábria. Especificamente na cidadezinha de Crucoli onde os poucos 3 mil habitantes se reúnem há mais de 20 anos em torno da tradicional Sagra della Sardella (Festa da Sardella). No cardápio massas, pizzas, sanduíches com sardinha e claro, a tal pasta para passar no pão.

Ou seja, tão difícil quanto definir a origem de uma receita brasileira, é afirmar com exatidão o que vai nos preparos italianos. O Brasil é feito de gente de todo canto e a Itália, apesar de ter sido unificada geopoliticamente, jamais unificou-se à mesa. A exemplo do  pesto de manjericão que tem pelo menos umas três versões por lá, uma de cada região, todas reivindicando o posto de original.

No fim das contas, o importante mesmo, é a comida. Por tanto, vamos à sardela que eu faço e, por tanto, considero a melhor.

 

Receita

 

Sardela

Ingredientes

4 pimentões vermelhos assados, pelados e sem sementes (existe em conservas prontas)
2 colheres de sopa de azeite
100g de anchova ou sardinha anchovada em óleo
3 dentes de alho picado
½ copo de vinho branco
1 colher de sobremesa de páprica picante
1 colher de sobremesa de pimenta calabresa
1 lata de tomate pelado
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo
Aqueça o azeite em uma panela de fundo grosso, coloque o alho e a páprica para fritar. Acrescente os outros ingredientes e refogue tudo. Passe a mistura no liquidificador, processador ou mixer. Volte para a panela e deixe cozinhar em fogo baixo até reduzir e ficar com textura pastosa. Deixe esfriar e armazene na geladeira coberto de azeite de oliva extravirgem.

 


Receita de Gazpacho (sopa fria)

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Nesse lindo calor que anda fazendo em SP, nada mais justo do que apelar para receitas leves. É o caso do refrescante gazpacho, uma sopa fria espanhola que deve ter umas 78986 versões, mas todas com algo em comum: O pão. Tanto que segundo a Larousse da Gastronomia, o nome de origem árabe significa pão molhado, base dessa sopa nascida em Sevilha, na Andaluzia. Inicialmente levava apenas alho e azeite e era comida de resistência para as camadas mais pobres da população.

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