Receita: Maravilha de queijo (bolchas amanteigadas com queijo da Canastra)

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Hoje é dia de Queijo da Canastra no Especial de Queijos Brasieliros que estou fazendo em parceria com a Rachel Bonino, autora do Sacola Brasileira. O mais famoso dos queijos mineiros que venceu as barreiras regionais e ganhou status de iguaria nas mãos dos chefs hypados do país. E toda a fama é justa,  trata-se de um excelente queijo.

Mas é imporatnte ressaltar que esse imigrante pioneiro é  só um dos vários produzidos nas regiões mineiras com tradição de queijaria. São elas: Araxá, Serra do Salitre, Serra da Canastra, Cerrado, Serro, Campo de Vertentes e – a recém-determinada – Triângulo Mineiro.

Eu particularmente, prefiro o Canastra mais curado. Inclusive sou fã dos experimentos do Bruno Cabral, o Mestre Queijeiro (se ainda não conheça, faça uma visita, você não vai se arrepender). O Bruno leva a sério esse negócio de queijo brasileiro. Tem uma  enorme variedade deles lá e ainda matura, banha na cachaça, na cerveja, namora, noiva e casa com os queijos. Lá você encontra a maioria dos representantes da aqueijaria nacional além de novidades como os caprinos, a base de leite de cabra.

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Mas voltando ao Canastra mais curado. Gosto para comer puro com café, para ralar sobre a massa e gratinar escondidinho. E gosto também para assar biscoitos no lugar do famigerado parmesão. Os detalhes do queijo, você vê lá no Sacola Brasileira, acá temos a receita.

A Maravilha de Queijo merece um capitulo a parte. Eu conheci essa receita antes de conhecer a sua dona (quem me passou). A Tia Fatinha, mãe querida do meu amigo/irmão Laércio, que junto com Paloma e Fernanda, me apresentaram Belém, suas casas e suas famílias. Coisas que só quem já dividiu casa com não parentes entende.  Todo mundo vira meio irmão, querendo ou não.  As mães se revesam no cuidado com os romates dos filhos e nos adotam e mandam quitutes.

E entre os quitutes da Fatinha vinha farinha fina, maniçoba e maravilhas. De queijo. De tanto eu pedir ela digitou, imprimiu e me mandou em detalhes a receita. “Larissa, minha rosa, é difícil, tem que ficar de olho e virar sempre pra não queimar”. “Pode deixar tia!” E nessa eu demorei anos sem fazer se quer uma vez essa receita.

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E agora, quando estava procurando uma bolachinha para os jantares secreto, algo para deixar um gosto bom de saudade na boca, desenterrei as maravilhas. O papel tava lá intacto, na pastinha de receitas (sim, em pleno 2014 eu cultivo uma pasta de receitas que não consigo jogar fora. Tem até rótulo de lata de leite condensado).

Justo no ano que Fatinha no deixou. ;-(

Desde então, o papel ganhou mais força pra mim. Tá surrado, manchado, como toda receita boa deve ser. Eu já nem sigo. Mudo, estico, encolho, mas sempre abro e deixo do lado. Só para lembrar da mãe querida do meu amigo. Porque gente boa é como receita, deixa saudade e um gosto bom na alma.

Bora fazer Maravilhas!

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Ingredientes

Massa:
250g de manteiga sem sal
1 xícará de chá de leite
1/2 kg de farinha de trigo
1 colher de sobremesa de fermanto químico
1 colher de sobremesa de sal
1 folha de papel manteiga

Recheio:
150g de queijo da Canastra curado (ou parmesão)
100g de manteiga sem sal

Preparo:

 

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Misture o leite e a manteiga. Depois  misture o fermento e aos poucos acrescente a farinha até dar o ponto, que é quando a massa desgruda da mão.

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Divida a massa em duas partes iguais. Com a ajuda de um rolo ou uma garrafa abra a massa como um retângulo. Depois enrole no rolo para movê-la para cima da folha de papel manteiga. Desenrole a massa sobre o papel.  Repita a mesma operação para a segunda parte da massa.  maravilha_queijo_canastra_semmedida_larissajanuario4 Para o recheio misture o queijo e a manteiga até virar uma massa uniforme. Coloque esse recheio sobre a  massa aberta. Enrole como um rocambole.

maravilha_queijo_canastra_semmedida_larissajanuario19Envolva o rocambole com a folha de papel manteiga, torcendo bem as pontas. Com cuidado leve ao freezer por uns 30 minutos ou até endurecer. Ela tem que estar bem firme para que se consiga cortar em rodelas. Asse em forno médio (200 graus) até dourar um lado. Vire as bolachinhas e deixe dourar o outro. Elas assam super rápido, por isso cuidado. É coisa de 15minutos de um lado e mais uns 5 do outro.  Sirva com café coado e com amor.  <3

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Escondidinho de Berinjela e Queijo da Canastra

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Escondidinho

Em casa nunca falta mandioca. Gosto de comprar daqueles vendedores que ficam com carrinhos pelas ruas, que já vendem elas descascadas. Cozinho na pressão e tá pronta! Meu filho gosta com manteiga, eu só coloco um pouco de sal marinho e faço uma refeição inteira só disso.

A mandioca é um tubérculo nativo do Brasil, responsável pela subsistência do nosso povo por vários motivos: é de fácil cultivo, barata, resiste a solos pobres e a períodos de seca, podendo ser plantada de norte a sul. Também é rica em cálcio, ferro, fósforo e potássio. Dela são feitos o polvilho, a tapioca e diversas farinhas. Por ser livre de glúten, ela é um curinga para celíacos e para as, cada vez mais comuns, dietas sem glúten. A mandioca contém dois tipos de carboidratos, a amilopectina e a amilose que, juntos, liberam glicose mais lentamente no corpo, o que evita picos de glicemia, sendo recomendada para diabéticos. Por este mesmo motivo, ela também se adequa ao crescente número de adeptos do estilo de vida fitness. Ou seja, ela agrada tradicionais e moderninhos. Mandioca não é mesmo sensacional?

Outro dia vi umas pessoas comendo Escondidinho e bateu uma vontade… fiquei pensando em um recheio que não fugisse muito do tradicional de carne de sol, pelo menos em aparência. Afinal a gente também come com os olhos. Só me ocorreu a berinjela com shoyu e gostei bastante do resultado.

Ingredientes:

– 100 g de queijo da Serra da Canastra ralado fino (pode usar outro queijo, como parmesão ou gruyère que também ficam bons em gratinados)
– 800g de mandioca descascada
– 50g de manteiga
– leite
– 2 berinjelas médias picadas em cubos pequenos
– 1 cebola picada em cubos pequenos
– 5 colheres de sopa de shoyu
– água do cozimento da mandioca
– sal e pimenta do reino moída na hora

Modo de Fazer

Cozinhe a mandioca na panela de pressão em água e sal e um fio de óleo por cerca de 30 minutos. Esprema a mandioca em um espremedor de batatas ou com um garfo. Coloque em uma panela com duas conchas da água do cozimento e um pouco de leite. Misture bem e adicione a manteiga, mexendo até que ela esteja toda derretida e incorporada ao purê.  Para um preparo vegano, substitua o leite e a manteiga por uma concha e meia a mais da água do cozimento da mandioca.

Refogue a cebola e a berinjela em um pouco de azeite, adicione o shoyu e corrija o sal, se necessário.

Unte um refratário com óleo e, com o purê ainda quente, coloque metade no fundo. Espalhe a berinjela e cubra com o restante do purê. Salpique o queijo ralado e leve ao forno para gratinar.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


São Paulo terá semana do queijo mineiro

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Dia 16/07 comemora-se o aniversário do estado de Minas Gerais. E para homenagear a  regiões mais importante do País na produção de queijo, a Mercearia Mestre-Queijeiro, realiza uma semana de eventos em São Paulo em torno do tema. Com curadoria de Bruno Cabral, o mestre-queijeiro, serão cinco dias (de 16 a 20 de julho) com palestras, harmonizações e degustações sobre queijo.

Programação completa:

Dia 16/07 – Harmonização de queijo raclette com vinhos e embutidos

Evento: Bruno Cabral e o sommelier da importadora Magnum harmonizam o queijo Raclette Mineiro preparado em racleteira com diversos  pães, embutidos, três taças de vinho e água.

Local: Restaurante Donostia (Rua Simão Álvares, 484 – Pinheiros)

Horário: das 19h30 às 22h00

Preço: R$ 130 por pessoa

Capacidade: 40 vagas (reservas pelo telefone: 11- 2369.1087)

 

Dia 17/07 – Harmonização de queijos com vinhos do Restaurante Vino

Evento: Bruno Cabral e o sommelier da Vino harmonizam uma seleção de queijos com vinhos da loja.

Local: Vino Loja de Vinhos (Rua Professor Tamandaré de Toledo 51 – Itaim Bibi)

Horário: início às 20h00

Preço: R$ 99 por pessoa

Capacidade: 30 vagas (reservas pelo telefone: 11- 3078.6442)

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Dia 18/07 – Palestra com degustação

Evento: Palestra “A História e a Geografia do queijo d`Alagoa”, com degustação vertical do tradicional queijo d`Alagoa e intervenções por Bruno Cabral e Osvaldo Filho. Com cinco variações do queijo, pães, azeites, geleias, cachaças, água e café.

Local: Mercearia Mestre-Queijeiro (Rua Simão Álvares, 112 – Pinheiros)

Horário: Horário: das 19h30 as 22h00

Preço: R$ 100 por pessoa

Capacidade: 12 vagas (reservas pelo telefone: 11 – 2369.1087)

 

Dia 19/07 – Feira de produtos artesanais, comidas e bebidas

Evento: Nove produtores e restaurantes comercializam seus produtos diretamente ao público.

  • Luciano Carvalho, Serra da Canastra
  • Alexandre Honorato, Araxá
  • Álvaro, Portal da Canastra
  • João José de Melo, Serra do Salitre
  • Soraya Taraban, Raclette Mineira
  • Heloisa Collins, Capril do Bosque
  • Rafael Medeiros, Serrano
  • Eduardo Melo, Serro
  • Tatiana Peebles, Cafés Yaguara
  • Mercearia Mestre Queijeiro (seleção de produtos artesanais da fazenda)
  • Restaurante Donostia (seleção de pintxos espanhóis feitos com queijos artesanais)
  • Hamburgueria Rock’n’roll Burger (seleção de sanduíches feitos com queijos artesanais)
  • Importadora Magnum e Way Beer (seleção de vinhos importados e cervejas artesanais)

Local: Butatã Food Park (Rua Agostinho Cantu, 47 – Butantã)

Horário: das 12h às 20h

Preço: entrada gratuita

 

Dia 20/07 – Palestras com degustação

Evento: Três especialistas em bebidas e um Produtor de café apresentam seus conhecimentos e histórias.

  • 10h às 11h30 – Café com Queijo – Tatiana Peebles e Isabela Raposeiras
  • 11h30 às 12h30 – Cachaças com Queijo – Paulo Sagarana
  • 14h às 15h – Vinhos e Queijos – Sommelier Restaurante Vino Marcelo Ribeiro
  • 15h às 16h – Cervejas e Queijos – Sommelier Way Beer – Camila

Local: Casa da Treze (Rua Treze de Maio, 724 – Bixiga)

Horário: das 10h às 16h

Preço: R$ 500 (ciclo completo) ou R$ 130 cada palestra

Capacidade: 20 vagas por palestra (reservas pelo telefone: 11 – 2369.1087)

 

Dia 20/07 – Palestras expositivas

Evento: Quatro produtores e uma pesquisadores da Universidade de Viçosa.

  • 10h às 11h – A produção do Queijo da Serra da Canastra, Luciano Carvalho
  • 11h15 às 12h15 – Novos Produtores e Novos Produtos, Soraya Taraban
  • 13h30 às 14h30 – Queijo e Turismo – Álvaro Nancy, Portal da Canastra
  • 14h45 às 15h45 – A importância da maturação para os queijos, Professora Célia
  • 15h45 às 16h45 – Queijos de leite de cabra, Heloisa Collins, Capril do Bosque

Local: Casa da Treze (Rua Treze de Maio, 724 – Bixiga)

Horário: das 10h às 17h

Preço: R$ 400 (ciclo completo) ou R$ 100 cada palestra

Capacidade: 20 vagas por palestra (reservas pelo telefone: 11 – 2369.1087)

AM1K0825 Crédito - Felipe Rau


Queijo extra: conheça a história e os tipos desse amado ingrediente

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O homem faz queijo desde 2.800 a.C. Assim como o champanhe, a descoberta do queijo se deu graças a feliz acidente. Reza a lenda que alguém esquecera um lote de leite embalado em um saco feito do estômago de algum animal perto do fogo. Neste contexto, o leite coalhou separando-se em líquido (soro) e sólido (coalhada). A partir daí foi fácil reconhecer que a coagulação poderia ser uma das melhores formas de conservar o leite. E também das mais saborosas. Pois é amigos, o queijo também nasceu como conserva.

Foram os romanos e os gregos que espalharam a queijaria por toda a Europa para alimentar as tropas conforme o império expandia. E, quase 5 mil anos depois, faz-se queijos no mundo todo. E, embora o leite seja um produto bem similar na sua estrutura em diferentes cantos do mundo, cada queijo é um queijo. “O tipo de raça do animal, o solo, o pasto, o clima, o microclima e inventividade do queijeiro influenciam diretamente no resultado”, explica Juliet Hardutt, autora de O Livro do Queijo (ed. Globo).

Faz-se queijo de qualquer leite, por sinal. Há o de rena, na Lapônia, de búfala, na Austrália e de iaque, no Reino Unido, além de cabra e ovelha. Mas o mais popular é sem dúvida o de vaca.

Os passos e os ingredientes para fazer queijo são mais simples que se pode imaginar. Requer apenas leite, fermento lácteo e sal. Simples, né? Mas não significa que seja fácil. Entre eles existem uma serie de pontos que fazem dos queijos produtos diferente: a pasteurização do leite, a forma de separação do coalho do soro, a moldagem e a salgadura e por fim a maturação e cura. Cada etapa fará com que a receita final seja diferente.

Os tipos básicos

Para começar a entender de queijo, é preciso conhecer os grupos básicos nos quais eles se dividem e só depois partir para as subdivisões:

divulgacao_mascarponeQueijos Frescos
São os queijos jovens, que não foram maturados. Ficam prontos poucos dias ou horas depois de serem feitos. Mal dá tempo de aprofundar todo o potencial de sabor presente no leite, por isso, são suaves ao paladar. Têm o menor teor de gordura entre todos os queijos (19% a 21%)

Exemplos: queijo minas frescal, ricota, feta, muçarela, mascarpone e halloumi.

Aparência: são úmidos, bem brancos e não possuem casca.

Sabor: lácteo, doce, refrescante e cítrico.

Textura: variam entre cremosos (mascarpone), viscosos (muçarela) mole (minas), com textura de mousse (ricota) e mais firmes (feta e halloumi).

Como consumir: quandoconsumidoscrus recebem temperos, se cozidos são bons como recheio de massas ou grelhados. Mas não devem cozinhar por muito tempo para não ficarem rígidos e borrachudos.

Harmonização: por sua acidez elevada, são ótimos com vinhos brancos frescos, cidras, sidras e cervejas claras.

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Queijos Frescos Curados
São os queijos frescos deixados em grutas ou porões especiais para envelhecer em temperatura e umidade controladas para o crescimento de bolores e levedos na casaca. Geralmente são feitos de leite de cabra e cobertos com cinzas, ervas ou temperos, ou embrulhado em folhas. As versões de vaca e ovelha são mais suaves. O teor de gordura fica entre 22% a 23%.

Exemplos: Valençay, Clochette, Ketem, St. Tola Log e Vicky’s Spring Splendour.

Aparência: casca fina e enrugada, granuloso e cremoso com bolor branco, cinza ou azul. Tem cerca de 10 a 30 dias de idade.

Sabor: cremoso quando jovem lembra amêndoas tostadas, a medida que amadurece fica   intensamente picante.

Textura: a medida que maturam evoluem de úmidos para densos e, compactos, granulosos e quebradiços.

Como consumir: Nãoseprestam para massas ou molhos, mas são indispensáveis em uma tábua de queijos. Estrela da salada Chèvre, popular em toda França.

Harmonização: vai bem com um sauvignon blac, viognier ou um rosé. Das cervejas a mais indicada é uma ale leve e pouco alcoólica.

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Queijos Brancos Moles
Geralmente têm uma crosta branca, textura ligeiramente granulosa e quase fluida, os queijos brancos moles têm sabor terroso de cogumelos com um toque apimentado. Quando feitos com leite de ovelha são mais adocicados e de cabra mais amendoados.  O teor de gordura fica entre 24% a 26%.

Exemplos: os representantes mais icônicos da categoria são o Camembert da Normamdia e oin, Brie de Meaux, reproduzidos no mundo todo. Há ainda o Brillat-Savarin, o Capricorn Goat e o Sharpham.

Aparência: a cor varia de super branca à amarelo-manteiga. A casca pode ser fina e dura polvilhada de bolor branco ou grossa e aveludada. O alto teor de uumidade ajuda a controlar a gordura. É considerado maduro a partir dos 21 dias.

Sabor: dependendo do leite utilizado pode ter sabor de amêndoas, cogumelos, cordeiro assado e lanolina.

Textura: ligeiramente granulosa, quando jovem, tornando-se mais cremosa e macia depois de maduro.

Como consumir: ideais para serem consumidos cru, com pão de casca dura e uma taça de vinho. Também podem ser assados inteiros por 15 minutos e consumidos moles espalhados em fatias de croissant com pimentões assados ou chutney doce.

Harmonização: os franceses servem com sidra ou calvados com Camenbert. Chardonnay com Brie de Meaux. Das cervejas pede uma IPA bem lupulada para os queijos mais suaves de doces.

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Queijos Semimoles
São os queijos que mais variam. Os de casca seca amadurecem lentamente e podem ser flexíveis e suaves. Os de casca lavada, conhecidos como trapistas ou de mosteiro, tem cobertura pegajosa e sabor defumado. Os de cabra são os mais suaves. O teor de gordura da categoria fica entre 22% e 30%.

Exemplos: Taleggio, Stinking Bishop, Langres, Edam e Vacherin Mont d’Ors.

Aparência: a casca varia entre uma fina e uma camada de cinza grossa ou mesmo uma brilhante, pegajosa e alaranjada. A parte interna fica entre palha claro e amarelo cremoso.

Sabor: muda de acordo com a casca. Alguns amanteigados e outros defumados e que podem remeter ao sabor de carne, como os de casca pegajosa e laranja. Os mais suaves são os de casca fina, com toques florais e de noz.

Textura: Tanto os queijos secos quanto os de casca lavada amolecem muito. Variam entre elásticos e maleáveis a fluidos.  Alguns queijos de casca lavada são quase líquidos por dentro quando maduros e bem picantes.

Como consumir: os mais suaves se prestam ao café da manhã. Os de casca seca são ótimos quando grelhados, sua textura elástica estira. Quando assados inteiros ficam doces e delicados.

Harmonização: os mais suaves vão bem com vinha branco Chardonnaym um tinto suave como o Merlot e até cervejas. Os picantes, de casca lavada, pedem uvas doces como Riesling e Gewürztraminer.

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Queijos Duros
Talvez o grupo mais popular ao redor do mundo, inclui a família do parmesão e os queijos suíços. Geralmente feitos em formato de roda, disco ou tambor, os queijos duros são feitos de leite de vaca, cabra ou ovelha. A casa vai de áspera à lustrosa. Os sabores ficam mais complexos de acordo com o tempo de maturação. Tem alto teor de gordura que fica de 28% a 34%. Estes queijos são os mais maduros tendo de algumas semanas até três anos.

Exemplos: o grupo inclui os icônicos Grana Padano, Cheddar e Manchego. Além do Emmental e Mimolette.

Aparência: a cor depende da estação do ano, no inverno é mais claro graças ao feno e no verão ganha tons mais intensos. Os furos caraterísticos da categoria são formados graças às bolhas de ar expelido na maturação.  A casca pode variar entre fina e lustrosa a muito grossa e dura. Podem ser cobertos com pano ou uma película fine e negra.

Sabor: quando jovens são doces e amanteigados, com a idade secam e ficam picantes e frutados.  Quanto mais maduro, mais complexo é seu sabor.

Textura: podem ser cremosos, flexíveis e até quebradiços e firmes dependendo da quantidade de umidade expelida. Quanto mais seco, mais firme.

Como consumir: muito versáteispodem ser fatiados em saladas, ralados para compor molhos (derretem facilmente dando sabor sutil à receita) e sobre massas. Quando jovens vão bem grelhados e na composição de fondues.

Harmonização: o alto teor de gordura suaviza a aspereza de vinhos jovens e quebra o tanino de vinhos potentes como o Cabernet Sauvignon e o Barolo. Também vai bem com cervejas e sidras.

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Queijos Azuis
O mais apimentado dos queijos tem como principal característica o bolor entremeado na massa. Os bolores azuis, da mesma família da penicilina, crescem no interior do queijo dando sabor, textura e aroma caraterísticos dessa família. O teor de gordura fica entre 28% e 34% contribuindo para o sabor denso e manteigoso. São considerados maduros a partir de 4 a 16 semanas.

Exemplos: entre eles os celebres Roquefort, Gorgonzola e Stilton. Além do azul bávaro.

Aparência: Todos apresentam o típico bolor azul entremeado à massa amarelo palha, bem clara. Existem diversas cepas de bolor (azul intenso, acinzentado e escuro) que conferem diferentes desenhos aos queijos azuis: marmorizados, pintados ou riscados. A casca pode ser branca e seca para os mais densos e compactos e mais molhada para os úmidos e cremosos.

Sabor: seja qual for a variedade os queijos azuis são geralmente picantes e mais salgados que outros tipos. Podem ser adocicados e herbáceos quando mais jovens.

Textura: varia entre densa e compacta a cremosa e pegajosa. Geralmente têm alto teor de umidade no interior, o que favorece o desenvolvimento do bolor.

Como consumir: essencial para tábuas de queijo também compõe bem saladas e sanduíches. Agregam profundidade e personalidade a molhos tanto para massas quanto para carnes.

Harmonização: pedem vinhos mais doces como porto, tawny ou ruby que não se sobreponham ao queijo. Outras uvas que caem bem são a Riesling e a Sauternes somente para os mais salgados e metálicos como Roquefort.

Innes ButtonQueijos Temperados
Neste caso, o limite é o da criatividade do mestre queijeiro. Ervas, pimentas, especiarias, frutas secas ou castanhas. Quase tudo pode entrar na receita desde que respeite a lógica da harmonização. Os defumados existem desde sempre, quando decidiu armazenar os queijos ao lado do fogão a lenha. Já no século XVI, os queijeiros holandeses incluíram especiarias nas suas receitas de Edam e Gouda. Hoje queijos temperados são na maioria duros ou semimoles. Mas também pode-se temperar queijos frescos.


Receita: Biscoitos de Queijo e Polvilho Goiano

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Eu cresci comendo esse biscoito. Talvez seja uma das minhas primeiras memórias gustativas, o queijo e o polvilho combinados, quentinhos com a manteiga numa leveza incomum. A casquinha é crocante e o recheio é macio e molhadinho. Uma dissidência da chipa, o pão e queijo paraguaio. A diferença é basicamente que aqui não colocamos leite.

Existe lá no Goiás um sem fim de receitas de biscoito de queijo. Acredito que cada casa tenha a sua. Na minha a gente sempre fez a da Tia Isaltina, mãe de uma das minhas grandes amigas, que cresceu comigo. Eita biscoito bom! Aqui, depois de muito pesquisar e testar, cheguei numa receita próxima a dela, porque igual é impossível. Mas ainda assim vale a pena ara o lanche do fim de tarde com café.  Ah, essa é mais uma das nossas receitas do Especial  de Mandioca, do Sacola Brasileira. Vem que tá raiz, há!

Ingredientes

3 xícaras de polvilho doce
3 xícaras de queijo meia cura ralado
3 colheres de manteiga (ou banha de porco, se tiver coragem)
3 ovos
1 colher de sobremesa de fermento químico
Sal (lembrando que o queijo já tem sal)

Preparo

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Junte o queijo, o polvilho, os ovos, a manteiga, o fermento e misture inicialmente com um garfo. Depois com as mãos mesmo. Prove um pouco da massa nesse ponto confuso, se achar necessário, coloque um pitada de sal (se o queijo for salgado, evite).

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A princípio a massa ficará grudenta, mas continue sovando até que ela desgrude da mão e fique homogênea.

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Ligue o forno para aquecer. Enquanto isso enrole os biscoitinhos no formato que preferir. Mas use em média 1 colher de sopa de massa para cada biscoito.  

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Assim você terá biscoitos mais uniformes que assarão por igual.  Leve ao forno alto até dourar. Deve levar uns 20 minutos. Não deixe escurecer demais para não ressecar.

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