Tofu com Legumes ao Molho Curry e Batata Doce

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*por Marina Kawata

O curry é uma mistura de especiarias muito comum na culinária asiática, especialmente na Índia, Tailandia e Japão, ainda que ele se diferencie bastante de um país para outro. Chamado de karê pelos japoneses, eles costumam consumi-lo com legumes acompanhado de arroz (rice karê).

Cheio de sabor, o curry é um curinga na culinária vegetariana, dando graça até aos ingredientes mais insossos, como é o caso do tofu.

Para esta receita usei o Golden Curry medium hot, que é um tablete japonês pronto, vendido em qualquer loja de produtos orientais.

curry

Ao escolher o curry japonês, pode-se optar por mais ou menos picância. O mild vem na caixinha vermelha e é pouco picante, o medium vem na caixa verde e é meio picante ou o hot, que vem na caixa preta e é muito picante.

Ainda que não seja o caso deste preparo, é interessante mencionar que também é possível preparar seu próprio curry. Normalmente ele leva pimenta do reino, pimenta calabresa, cominho, açafrão, cardamomo, semente de coentro, gengibre e, às vezes, algumas outras especiarias, como mostarda, feno grego, cebola, alho etc.

Ingredientes
2 cebolas médias em tiras (julienne)
1 caixa de Golden Curry medium hot (100g)
500g de tofu firme em cubos grandes
2 cenouras em rodelas
1 pimentão verde em cubos
Óleo
2 batatas doces descascadas

Modo de preparo
Descasque as batatas doces e corte em fatias grossas. Cozinhe em água com sal.
Em outra panela, aqueça o óleo e frite a cebola. Acrescente a cenoura e o pimentão e refogue por alguns minutos. Acrescente o tablete de curry picado, algumas conchas da água do cozimento da batata doce e misture até que o curry esteja dissolvido. Acrescente o tofu, misture tudo com cuidado e desligue o fogo.
Escorra a batata doce e sirva acompanhada com o curry.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Frittata de Flor de Abobrinha com Balsâmico

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*por Marina Kawata

Quem me conhece sabe que morro de amores por flores de abobrinha porque, além de gostosas, deixam o prato lindo e é fantástico poder aproveitar também essa parte da planta, sem desperdiçar nada. Não é a primeira vez que falo delas aqui no Sem Medida.

O Seu Jorginho da horta (também já falei dele por aqui) sabe muito bem disso e me avisa para ir buscá-las quando estão prontas para serem colhidas. Muito delicadas, elas precisam ser usadas logo, pois murcham rapidinho depois de apanhadas. Normalmente essas flores só são encontradas em hortas e, de vez em quando, em feiras orgânicas. Podem ser consumidas cruas, refogadas, empanadas, recheadas e em molhos. Nem sei dizer como ficam melhores.

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Em uma dessas minhas visitas à horta, voltei com algumas flores, das mais lindas que já colhi. Como não tinha muito tempo, preparei uma frittata, que é um prato rápido, uma espécie de omelete italiana servida aberta. Costuma ser mais espessa e não é virada. Para que não queime embaixo ou fique crua no meio, é finalizada no forno até que fique dourada por cima. Eu pulei esta ultima etapa devido à pressa e, como fiz bem fininha, deu certo, não ficou crua. Poderia chamá-la de tortilla, que é a versão espanhola da frittata e que não vai ao forno, porém a tortilla leva batata, então também não seria adequado. Vou manter frittata mas, se tiverem sugestões melhores para o nome do prato, me avisem!

Ingredientes

2 ovos caipiras
4 ou 5 flores de abobrinha
Azeite
Sal e pimenta do reino moída na hora
½ colher de sopa de aceto balsâmico

Modo de fazer

Abra as flores de abobrinha na lateral e lave-as com cuidado. Escorra bem. Aqueça um pouco de azeite em uma frigideira e coloque as flores abertas.
Bata os ovos e adicione duas colheres de sopa de água. Com cuidado, coloque a mistura de ovos na frigideira, sobre as flores, espalhando os líquidos por completo. Abaixe o fogo. Coloque sal e pimenta e aguarde alguns minutos até que a frittata esteja firme.
Coloque em um prato e derrame o balsâmico por cima da frittata e sirva.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Creme de Beterraba com Batata

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*por Marina Kawata

Essa é a melhor forma que eu vi até hoje pra consumir beterraba. Meu filho, que não pode nem ver beterraba, adora essa sopa e, por isso, e também por ela ser super fácil de fazer, é um prato recorrente em casa. Ela também fica com uma cor linda e o contraste com o creme de leite gelado da um charme ao prato.

Ingredientes

1 kg de batata
600g de beterraba
1 cebola picada
2 dentes de alho
1 colher de sopa de azeite
250 ml de creme de leite fresco gelado
Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de fazer

Descasque as batatas e a beterraba e pique tudo em pedaços grandes, de qualquer jeito, porque depois tudo vai virar uma coisa só.

Em uma panela de pressão, aqueça o azeite e sue a cebola com uma colher de sopa de sal marinho, depois adicione o alho.  Coloque a batata e a beterraba e refogue um pouco. Adicione água até cobrir tudo e tampe a panela. Após 20 minutos na pressão, desligue o fogo (espere a pressão sair para abrir a panela). Bata tudo em um liquidificador ou com um mixer. Se for usar o liquidificador, segure a tampa dele com um pano de prato antes de começar a bater (a tampa pode sair voando com o líquido quente). Corrija o sal, adicione pimenta do reino e distribua em cumbucas individuais.

Em uma batedeira ou com um mixer que tenha um fouet, bata o creme de leite gelado com um pouco de sal até ficar em ponto de chantili. Coloque uma colherada do chantili no creme de beterraba e sirva.


Yakisoba de Shitake e Vegetais

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*por Marina Kawata

O yakisoba é o prato chinês mais conhecido no Brasil, mas também é bastante associado à culinária japonesa por ser muito apreciado por lá. O significado de yakisoba é sobá frito. Sobá é um macarrão oriental em forma de spaghetti, feito de trigo sarraceno. Também existe a versão feita com lámen, o miojo, mais comum no Japão.

O prato fica melhor se preparado em uma wok, panela oriental com a boca larga. Tanto o macarrão como os vegetais devem ser fritos para que fiquem crocantes. A crocância faz toda a diferença no yakisoba, e essa também a maior dificuldade no preparo, pois o tempo de cozimento de cada legume varia muito. Há duas opções: fritá-los um por um na panela ou começar colocando os vegetais mais duros e ir adicionando os legumes mais macios depois. A segunda opção é um pouco mais difícil de acertar, pois os vegetais precisam estar al dente ao término do preparo, porém faz menos sujeira.

Ingredientes

– ½ pacote de sobá ou de macarrão para yakisoba
– 200g de shitake
– 5 talos de brócolis ninja picado em tamanho pequeno
– 1 punhado de vagens picadas no tamanho de 3 cm
– 1 cenoura grande em fatias finas
– 3 folhas de acelga picadas em tamanho grande
– ½ litro de caldo de legumes
– 1 dente de alho picado
– 35g de amido de milho
– 80ml de molho de soja
– 2 colheres de sopa de óleo de gergelim
– sal
– ½ collher de cha de açúcar

Modo de Fazer

Cozinhe o macarrão al dente (aproximadamente 6 minutos). Escorra.

Em uma wok aqueça 2 colheres de sopa de óleo e coloque o macarrão. Não mexa, apenas levante um pouco os cantos de vez em quando para ver se já está frito por baixo. Quando estiver crocante, mas antes de dourar, vire o macarrão todo com o auxílio de duas colheres. A esta altura deverá estar um pouco grudado. Reserve.

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Se preferir fazer os legumes separados, é só fritar os legumes separadamente em um pouco de óleo e depois colocá-los de volta na panela para o preparo do molho

Para o preparo mais prático, com todos os vegetais juntos na wok, comece aquecendo um pouco de óleo e adicione os brócolis e as vagens, mexendo de vez em quando, por cerca de 5 minutos. Adicione o alho, refogue por 1 minuto, coloque a cenoura. Frite por mais 2 minutos e adicione o shitake, a acelga e o caldo de legumes. Assim que a acelga murchar, coloque o amido de milho dissolvido em um pouco de água e o shoyu com o açúcar. Misture um pouco até o molho engrossar com o amigo, adicione um pouco de óleo de gergelim e corrija o sal, se necessário.

Coloque o macarrão frito no prato de servir e despeje o molho por cima. Sirva imediatamente.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!

 


Spaghetti al pomodoro (ou massa com molho de tomate)

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Não tenho dúvida que esse é o meu prato predileto. De setembro a fevereiro encontramos tomates bons e baratos aqui na região Sudeste. Neste período eu aproveito para fazer quilos de molho e congelar pro inverno. Usar  ingredientes fora de época significa muito mais agrotóxico e menos sabor, além de preços bem mais altos. Quem não se lembra e sente arrepios quando o kg do tomate chegou a R$15,00?

Existem muitas variações para molhos de tomate, em pedaços grandes, ao sugo, com salsinha, manjericão, canela, cebola, açúcar, berinjela, mirepoix e até crus, apenas esmagados sobre o macarrão. Na Itália comi muitas vezes este prato com os tomates quase, ou totalmente crus e praticamente nada de tempero, prevalecendo o sabor doce e sem acidez do tomate de lá. O sal ficava por conta do parmesão.

De todas as receitas com tomates frescos que já fiz, esta é a que fica com a cor mais bonita, um molho vermelho escuro que dá gosto de ver, e de comer! Por ser feito com tomates comuns, encontrados em feiras de rua, demanda cerca de 1h de cozimento para reduzir a acidez. O resultado é um molho muito concentrado e que perfuma a cozinha! Devido à grande quantidade de azeite, fica com muito brilho e sabor, e conserva-se por bastante tempo. Pode ser guardado por vários dias em geladeira ou congelado.

Ingredientes

– 1,3 kg de tomate italiano bem maduro, o mais vermelho que encontrar
– 1 xícara de chá de azeite de oliva extra virgem
– 1 punhado de manjericão
– 5 dentes de alho inteiros
– 1 colher de sopa de sal marinho
– 1 pacote de spaghetti de grano duro
– pimenta do reino moída na hora
– 100g de parmesão para ser ralado na hora

Modo de fazer

Em uma panela grande, coloque água até a metade e leve para ferver. Lave bem os tomates e faça um corte em forma de cruz.

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Coloque os tomates na água quente e aguarde uns 30 segundos, ou até que a pele dele comece a soltar. Escorra a água, mergulhe todos os tomates em água fria e retire a pele deles, descartando-a junto com as partes machucadas e a tampa. Corte cada tomate em quatro partes e separe as sementes, colocando-as sobre uma peneira.

Corte os tomates com a ponta da faca, de forma que fiquem pedaços muito pequenos, o menor possível. Não bata no liquidificador, pois ele ficará com uma cor alaranjada e aqui queremos um molho bem vermelho.

Aqueça ½ xícara de azeite e doure os dentes de alho. Coloque os tomates, as folhas de manjericão, o caldo que escorreu das sementes e o sal. Deixe cozinhar por no mínimo 40 minutos, com a panela destampada, ou até que o molho reduza bastante e fique bem encorpado. Mexa de vez em quando para não grudar. Acerte o sal, coloque pimenta do reino moída na hora e o restante do azeite.

Ferva uma panela grande com água e 1 colher de sopa de sal. Coloque o spaghetti para cozinhar conforme as instruções da embalagem. Escorra. Não jogue água, nem manteiga, nada. Junte a massa ao molho de tomate. Sirva com um bom queijo parmesão e folhinhas de manjericão para decorar.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!