Receita: cheesecake salgado de tomates confitados

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Esse definitivamente foi o hit do meu verão. Tô tão apaixonada por essa receita que ando meio repetitiva. Já servi em evento, dei de presente para amiga querida de aniver e até sorteei no insta (@semmedida).

Vou explicar o motivo do amor: trata-se de um ou uma cheesecake, só que salgada. Pois éeee. Tá, tá, tá. Eu não sou a primeira nem serei a última pessoa a fazer uma versão salgada desse doce gringo icônico.

Mas na minha vida tal preparo era inédito até então. Nunca tinha comido uma cheesecake salgada.  E além disso, os fãs que me perdoem, mas eu não sou uma entusiasta do cheesecake tradicional americano.  Talvez por isso, apesar de sempre ter acreditado que essa receita ficaria melhor com base de sal, eu nunca tinha me metido a testar.

Mas como a necessidade é a mãe da criatividade,  em janeiro eu tinha que botar um brunch pra 100 pessoas e o espaço do cliente não tinha quase nenhuma estrutura de cozinha. Fácil né? Eu precisava de uma receita que segurasse esse tchan sem perder a ternura e ainda cumprisse a obrigação de ser gostosa. Bingo!

Cheguei nesse chessecake. Não é uma receita difícil, mas tem vários passos, então requer amor. Que eu sei que você tem de sobra pela comida.

Estão chega de blá blá blá e vamos ao passo a passo que é o que interessa.

Serve: 12 pessoas comedidas

Para a base (opcional, para uma receita lowcarb exclua esse passo):

350 gramas de farinha de trigo (3 xícaras de chá)
1 pitada de sal
280 gramas de manteiga gelada cortada em cubos (1 tablete mais uma colher de sopa)
3 colheres de sopa de água gelada

Para a massa:

600 g de creamcheese em temperatura ambiente
200 g de parmesão ralado
3 ovos
1 pitada de sal
1 pitada de pimenta recém-molhada
1 pitada de noz-moscada
1 xícara de manjericão fresco picado

Para a cobertura:

Mini Tomate assado 
200g de mini tomates
1/2 xícara de azeite de oliva

Manjericão frito
1 maço de manjericão anão
1/2 xícara de chá de azeite de oliva

Pesto de tomates assados
300g de tomates maduros porém, firmes
1 xícara de azeite extra virgem
2 colheres de sopa de vinagre balsâmico
1 xícara de amêndoas em lâminas tostadas
2 dentes de alho
1 colher de café de páprica picante

Preparo 

Base

Pré-aqueça o forno a 180º C.  Faça a massa Em uma tigela junte a farinha e a manteiga misturando com as pontas dos dedos até forma uma farofa. Junte a água gelada e amasse mais um pouco ate virar uma massa lisa. Não sove, porque a ideia é que a massa fique crocante. Se sovar o glúten vai desenvolver e ela ficará elástica.

Cubra uma assadeira de fundo removível com a massa, faça furos com o garfo na superfície e reserve na geladeira por alguns minutos só pra firmar um pouco. Leve ao forno e deixa achar por uns 20 minutos.

Coberturas
Enquanto a massa assa, vamos dar encaminhamento às coberturas. Trabalhando os dois tomates.  Comece pelos grandes. Corte-os no sentido do comprimento e retire as sementes. Tempere com sal e deixe descansar em um escorredor de macarrão por uns minutos. Coloque-os numa assadeira untada com azeite com a casca para baixo e uns 2 dentes de alho grandes com casca.

Leve ao forno até que eles sequem, coisa de 15 a 20 minutos. Retire e deixe esfriar.

Em paralelo. Corte os mini tomates ao meio no sentido do comprimento. Coloque-os numa assadeira untada com azeite com a casca para baixo. Tempere com uma pouco de sal.

Leve ao forno até que eles sequem, coisa de 15 a 20 minutos. Retire e deixe esfriar.  Depois transfira para um pote e envolva-os com azeite extravirgem. 

Verifique se a massa já assou. Se sim, retire do forno e deixe descansando. Volte para o recheio.

No copo do mixer ou no liquidificador coloque os tomates grandes assados, o azeite, a amêndoa (só metade, o resto deixa pra decorar), o balsâmico, a páprica, os alhos assados (sem a casca que deve sair facilmente) e 4 pedras de gelo. Bata até formar um molho pesto cremoso. Prove o sal.  São tantos passos que não fiz foto desse. :(
Reserve o pesto fora da geladeira e vamos a massa do cheesecake.

Numa batedeira ou com a ajuda de um mixer com fuet, bata o creamcheese ate que ele fique bem lisinho e aerado.

Junte o queijo parmesão, o manjericão picadinho, a noz-moscada, a pimenta moída, o sal, e bata mais um pouco. Por último junte os ovos e misture manualmente e de forma suave. Não bata os ovos para não incorporar ar, afinal de contas não queremos um suflê.

Despeje essa mistura sobre a base e asse por 20 a 25 minutos em 180 graus.  Retire do forno e deixe esfriar completamente.

Enquanto a massa esfria, vamos fritar os manjericões. Solte as folhas que devem já estar limpas e secas. Aqueça uma frigideira com azeite suficientes para cobrir todo o fundo. Esse processo é super delicado, o óleo deve estar quente, mas não SUPER quente. Se você colocar a mão próxima a panela, deve sentir um calor suportável.

Coloque as folhas e vá controlando a fritura salteando a panela numa brincadeira de perto e longe do fogo. Quando as folhas começaram e ficar transparentes já tire do fogo e continue salteado para que elas termines de vitrificar. Retire delicadamente da panela e deixe escorrer em um prato com papel toalha.


Na hora de servir, lambuse a massa do cheesecake com o pesto e espalhe os mini tomates sobre ele. Eu fiz um pouco de mini tomate assado em rama para dar um charme na montagem. Mas não é necessário. Salpique o manjericão frito e as amêndoas tostadas.

Cheesecake pode ser mantido até 5 dias na geladeira, mas sem a cobertura.


Receita: pão de queijo (com ou sem pimenta)

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Ingredientes:

4 copos (americano) de queijo curado ralado;

4 copos (americano) de polvilho (se possível 2 copos do doce e 2 copos do azedo);

1/2 copo (americano) de leite;

1/2 copo (americano) de água;

1/2 copo (americano) de óleo;

3 ou 4 ovos (vai depender do clima)

sal

Para dar sabor:

1 colher de sopa de coloral em pó (opcional) – pode ser cúrcuma

2 pimentas de bode frescas (opcional)

Preparo

Coloque o leite, a água, o óleo, a pimenta amassada, o coloral e o sal para ferver.

Depois escalde o polvilho já  com o açafrão com a mistura liquida mexendo bem. Deixe esfriar um pouco.

Junte o queijo e amasse.

Vá juntando os ovos aos poucos, um a um, até desgrudar da mão. Para ver se não está grudando, lava a mão e pegue um pouco de massa. O ponto ideal é quando apertá-lo na mão ele não esfarinhar, tome cuidado para não ficar muito mole. Deve ficar uma massa firme e uniforme.

Enrole, untando a mão com óleo. Leve ao forno pré-aquecido a 180°, por 15 minutos ou até crescer e dourar.


Receita: Gnudi – ravioli (peladinho) tostado na manteiga com molho de tomate

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Gnudi, pronuncia-se nudi. Não, não é coincidência e você não leu errado. Gnudi é um bolinho italiano de ricota com semolina e espinafre. Há quem chame de nhoque de ricota pela semelhança no formato.

Mas a brincadeira é que este seria um ravioli nu. Isso porque o recheio clássico do ravioli na Lazio, na Toscana e na Emilia-Romagna é justamente ricota e espinafre. Ou seja, gnudi, nada mais é que um ravioli sem a casquinha de massa, peladinho. Não é demais?

#mandagnudi

Na receita original do Gnud entra um pouco de farinha de semolina, parmesão, e claro, o espinafre. Na nossa receita aqui a gente brinca de jogo do possível. E neste dia as possibilidades eram zero de semolina, manjericão no lugar do espinafre e queijo meia cura no lugar do parmesão.

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E como no nosso #mandagnudi não leva farinha e a gente gosta quase nada de inventar moda, em vez de cozinhar na água nos vamos tostar na manteiga! Fala aí se não sou um gênio do mal?

Lembra da ricotinha magya que ensinei aqui nesse post? Então, é ela que você vai usar. DESDOBRAMENTOS! Veja como você está subindo na escala Jedi da culinária de guerrilha!

Então bora mandar esses gnudi pra panela?

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Em uma tigela, coloque a ricota e esfarele. Junte o manjericão picado a gosto e o queijo ralado. Para 500g de ricota, use umas 100g de queijo ralado fino.

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Tempere com noz moscada a gosto. Se necessário, acerte o sal, mas com cuidado pois a ricota já é temperada e o queijo ralado também.

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Molde as bolinhas.

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Eu as fiz achatadas para poder facilitar na hora de tostar.

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Na frigideira coloque a manteiga e deixe derreter com cuidado para não queimar. Fogo brando. Coloque os gnudi para dourar.

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Vire os gnudi para tostar do outro lado.

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Olha que lindeza BRASIL!

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Sirva com um molho de tomate aveludado, receita aqui.

Fotos: Júlio César Soares


Receita: salada de (mini) arroz com feijão fradinho

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Segunda é aquele dia de dar uma limpada na barra e tals depois das jacas devidamente calçadas no fim de semana. Então a gente das as mãos para a culpa judaico cristã e vai ao encontro de uma salada.

Mas, éeeeeeee, tem um sempre um mas. Como a nois é besta, mas nem tanto. Investimos numa salada maravilhosa banhada no sabor, na alegria e no azeite. Porque de gordura boa não abriremos mão nem na segunda. E nem de carboidrato.

Aliás, aguardando sentada o dia em que todos farão fila para se redimir diante do nosso amigo carbs. Batatas, mandiocas, arrozes serão aclamados e levados de volta ao topo da cadeia nutricional.

Tá, parei.

Vamos a receita. Como sempre, freestyle.

 

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1 –  O ARROZ: Cozinhe uma xícara de arroz (ou aproveite sobras de arroz da sua geladeira) de sua preferência e do  jeito que você sempre faz. Vale integral, agulhinha, vermelho, preto, jasmim, basmati, o importante é ser arroz. Eu usei o mini, porque eu amo esse arroz, eu basicamente casei com esse arroz, fiz votos para a eternidade. Só evite os arrozes de risoto porque eles têm muito amido e sua salada vai virar uma massa de encher laje.

2 – O FEIJÃO:  Cozinhe uma xícara de feijão ou aproveite sobras da geladeira. OU, malandramente, compre feijões já cozidos. Pois, ninguém na humanidade cozinha apenas UMA xícara de feijão e já existem opções no mercado sem sal, sem conservantes e em porções ideais para 1 ou 2 pessoas. Sofre não gente.

3 – O FRIO: Para mim, uma das coisas que caracteriza uma salada é basicamente a temperatura. Tudo que se come frio/geladinho eu chamo de salada. Então deixe todos os ingredientes bem geladinhos.

4 – VEGETAIS: Outro ponto importante para compor uma salada é ter vegetais (cê jura?). Aqui elegi o mini tomate. Docinho, lindo e chega para dar aquele toque de cor e saúde jogando na lona de vez a sua culpa. Mas pode colocar tomate normal, cenoura ralada, abobrinha em cubos, jiló em rodelas finas, inove, reaproveite, liberte-se da ditadura da receita.

5 – TOMPEROS: Aqui é que a magya acontece. O tempero serve para alinhavar todos os outros ingredientes. Sem ele o prato é só um agrupamento de ingredientes. Comida sem tempero é tipo festa sem música. É dele a funça de conectar os sabores e dar sentido a tudo. Então investe nisso queridoãns. Eu usei: cebola roxa cortada fina e marinada na água gelada para ficar crocante. Coentro, que você pode substituir por preconceito, caso não queira colocá-lo (brinks, pode usar salsa, mas não terá a mesma emoção). Pimenta de cheiro, azeite extra-virgem, suco de limão e sal.

6 – NOÇÃO: Também conhecido como “a gosto” e “quanto baste”. Esse é um ingrediente enigmático, porém essencial em todo preparo. Principalmente nesses mais freestyle. Muita gente tem medo de temperar e pede quantidades. Gente, a quantidade de sal é tão particular quanto o seu gosto por música. Por isso, o pulo do gato é achar o seu termostato do tempero. Comece colocando pouco. Tipo, uma ponta de colher de café de sal. Mexe, prova e avalia. Tá gostoso?  Não? Repete. Faça isso para todos os temperos.  Só assim você vai achar o seu ponto de sabor e desenvolver aquela famosa mão para cozinha que todo mundo fala.  Não tem milagre, como diria o Larica Total, cozinha é treino!

Isto posto, vamos comer!  Depois me conta se você finalmente aprendeu a temperar.

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Receita: panzanella (salada italiana com sobras de pão)

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“Vem chegando o verão, um calor no coração! Essa magya coloridaaaaa, são coisas da vidaaaaaaaa!!!”

Finalmente está calor nessa paulinóia delirante!!! E pra melhorar já estamos no horário de verão! É ou não é pra glorificar de pé???

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Essa época maneira do ano em que a gente (leia-se seres normais que curtem temperaturas tropicalientes) atinge picos máximos na produção de vitamina D e o ânimo e a disposição tomam conta do nosso ser.

Outra vantagem do verão é que torna-se automaticamente prazeroso comer saladas e comidas leves. Pratos frios tornam-se apetitosos e atraentes.

Para celebrar a melhor estação do ano nada mais digno que uma bela de uma salada!!!

Apresento-lhes a Panzanella!!!

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Como se já não bastasse ser deliciosa, essa receita de origem italiana é daquelas maravilhas do reaproveitamento culinário sustentável deboísta.

Sabe aquele pão de sexta que você fica olhando sem coragem de jogar fora? Então, ele será sua janta de hoje. Sim, você nunca imaginou que pães velhos poderiam ser tão incrivelmente gostosos.

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A panzanella ou panmolle vem lá da Toscana,  onde a galera manja pouco de comida boa.  Não por acaso é um prato de verão lá. Geralmente para aproveitar o pão Toscano, que é assado em forno a lenha. Aqui nós vamos com o pão que tivermos em casa.

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Eu tinha esse pão de azeite com linhaça feito pelo marido cozinheiro. Mais ou menos umas duas xícaras bem cheias. Comecei picando ele em cubos médios de pelo menos 1 cm.

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Toste os cubos no forno ate que fiquem durinhos e levemente dourados. Reserve.

Nessa receita a quantidade de legumes deve ser mais ou menos a mesma para a salada ficar equilibrada. Mas não suporto receita que manda usar 1/2 pimentão ou 1/2 cebola. A ideia aqui é aproveitar sobras e não gerar mais.

Então tente usar tudo, sem muita regra. A Panzanella aparece com infinitas versões. É possível encontrar receitas que levam até peixe e frutos do mar.

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Pegue uns 2 tomates italianos maduros e firmes e corte ao meio no sentido do comprimento e retire o miolo e as sementes e reserve a parte. Depois pique os tomates em cubos e deixa na geladeira.

Corte 1 cebola rocha em cubos proporcionais aos de tomate e coloque de molho na água bem gelada e reserve (isso vai deixar o sabor dela mais suave e a textura bem crocante).

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Corte também 1 xícara de pimentão amarelo em cubos (do mesmo tamanho dos outros vegetais), desprezando as sementes. Descasque 1 pepino (o japonês é melhor pois solta menos água, mas o outro também serve) e corte também em cubos proporcionais aos outros legumes. Reserve tudo gelado.

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Em um almofariz (ou no processador) coloque  1 colher de sopa de alcaparras, 1 dente de alho pequeno e 3 filés de anchova em conserva e amasse até virar uma pasta.

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Em uma tigela junte o pimentão, o tomate e a cebola escorrida e tempere com essa pasta.

 

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Lembra dos miolos do tomate? Então, passe no processador com umas duas colheres de água filtrada para formar um suco grosso de tomate. Se você for uma pessoa preciosista, coe esse suco para se livrar das sementes e junte à mistura de legumes. Se não, bota com semente e tudo que está valendo.

Acrescente 1/4 de xícara de azeite extra-virgem e 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto e mexe bem. Prove e aceite o sal. Tempere com pimenta preta moída na hora e, se estiver animado, um pouco de  peperoncino.

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Misture os legumes temperados com o pão e garanta que todos os cubos fiquem bem molhadinhos com o caldo temperado.  Finalize com folhas frescas de manjericão. Vale ainda orégano, tomilho ou alecrim. O importante é que sejam ervas frescas para trazer toda essa vibe boa do verão toscano.

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