Mini Pimentões Recheados com Quinoa

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Existe coisa mais linda que mini pimentões? Esses eu comprei na feira orgânica no paço municipal de Santo Andre. A propósito esta feira, que acontece às quintas, é uma ótima opção pra quem mora no ABC, pois além dos ingredientes comuns também há produtos que quase não encontramos em feiras livres de bairro, como ora pro nóbis e diversas variedades de tomates e batatas.

Voltando aos pimentões, para preservar o formato, fiz recheado e usei quinoa vermelha, mas pode ser de qualquer cor.

Ingredientes
4 mini pimentões vermelhos
1 xic de chá de quinoa
2 xic de chá de água
½ cenoura
½ alho poro
½ cebola
Azeite
Sal e pimenta do reino a gosto
½ pão francês amanhecido

Modo de fazer

Cozinhe a quinoa com a água em fogo baixo e panela semi tampada até que a água toda tenha secado.

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Corte a cebola, a cenoura e o alho poro em cubos pequenos. Refogue em azeite com um pouco de sal.

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Junte a quinoa e refogue mais um pouco. Acerte o sal e a pimenta do reino.

Corte a tampa dos pimentões e reserve. Retire as sementes e recheie cada um dos pimentões. Umedeça um pedaço de pão francês amanhecido e cubra o pimentão. Coloque a tampa.

Coloque uma quantidade generosa de azeite em uma panela de fundo grosso e distribua os pimentões. Tampe e deixe que eles fritem. Vire a cada um minuto para que fritem por igual.

Para acompanhar eu fiz um pesto de coentro, mas pode ser molho branco ou outro molho de sua preferência.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!

 


Espinafre, Tofu Frito e Gergelim

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Espinafre é incrível por si só, mas da pra deixar ainda melhor se cozinharmos em um bom caldo. Aqui vamos usar um feito com algas marinhas chamado dashi. Esse caldo é um ingrediente básico da culinária japonesa que confere sabor às sopas, ao udon e à diversos pratos tradicionais nipônicos.

O dashi é um caldo muito rápido de preparar e, nesta versão vegetariana, faremos apenas com alga kombu e água. A kombu é o alimento campeão em glutamato monossódico em forma natural, o umami, também chamado de quinto sabor. Apenas como curiosidade, o queijo parmesão fica em segundo lugar. Vendida seca, a kombu pode ser comprada em qualquer loja de produtos japoneses em largas tiras ou em nozinhos para decorar.

Também vamos enriquecer o espinafre com sementes de gergelim e age (leia aguê), o tofu frito que, devido à sua textura esponjosa, irá absorver o excesso de caldo e dar um quê a mais ao prato.

Ingredientes
1 maço de espinafre branqueado e picado*
Alga kombu 10 cm ou 7g (aprox)
500 ml de água
¼ xic de shoyu
½ colher de chá de açúcar
½ pacote de age
2 colheres de sopa de gergelim torrado

Modo de fazer:
Vamos começar pelo tofu frito: Em uma panela, ferva o age, coloque um peso por cima, para que ele fique submerso, como uma tampa de panela menor. Descarte a água e repita a operação para retirar o excesso de gordura da fritura. Espere esfriar e esprema. Pique em quadradinhos.

Para o dashi: limpe a alga com um pano seco ou um papel toalha. Coloque em uma panela com água e aqueça até 80 graus ou até que as primeiras bolhinhas comecem a surgir. Não deixe ferver. Coe e separe 60 ml de caldo para esta receita. Acrescente o shoyu e o açúcar e misture. O restante do dashi pode ser usado em outros preparos, como sopas ou ensopados. O caldo dura até 3 dias na geladeira ou 1 mês congelado. A alga pode ser usada para mais um caldo ou então pode ser picada no meio de um refogado ou salada.

Coloque o espinafre em uma frigideira funda e acrescente o tofu frito e o de dashi (60 ml ou ¼ xic). Aqueça até que o caldo seja absorvido pelo tofu. Polvilhe o gergelim e sirva imediatamente.

* Branqueamento consiste em mergulhar o alimento em água fervente por alguns segundos e imediatamente colocá-lo em água gelada para cortar o cozimento.

Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Antepasto de Berinjela Crua

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Acabou o Carnaval, já passou o pós e até o glitter já saiu do corpo (por aqui!). Agora é oficial: 2016 começou pra valer e é hora de resgatar as pendências, inclusive de receitas vegs pra todos os gostos!

Pra dar início aos trabalhos da coluna Sem Carne, vamos de antepasto vegano de berinjela, fazendo jus ao nome do blog: Sem Medida, quantidades de acordo com o gosto da cozinheira ou do cozinheiro, porque mesmo variando as quantidades dos ingredientes, essa receita é um sucesso.

Ingredientes:

Berinjelas cruas, umas 4 semi descascadas.
Pimentão vermelho em cubos médios
1 cebola em cubos pequenos
Alguns dentes de alho
Uva passa branca picadinha (opcional)
Castanha de caju
Azeitona verde sem caroço
Um punhado de alcaparras escorridas
Folhas de coentro
¼ xícara de vinho branco
¼ xícara de vinagre de vinho branco
1 pimenta dedo de moça picadinha sem as sementes
Sal e pimenta do reino a gosto

Preparo
Pique a berinjela em três partes e faça fatias bem finas. Depois corte tudo em tiras. Coloque as berinjelas em um escorredor de massas e misture uma quantia generosa de sal. Coloque um prato por baixo pois ela vai soltar muita água. Deixe por algumas horas escorrendo, depois lave a berinjela, esprema e reserve.

Numa frigideira refogue a cebola em um pouco de azeite, depois junte o alho (não deixe dourar), adicione o pimentão vermelho e refogue até que esteja al dente. Adicione o vinagre e o vinho branco, deixe no fogo por alguns minutos e despeje tudo por cima da berinjela.

Pique finamente as folhas de coentro, as alcaparras, as azeitonas verdes, as uvas passas e a castanha de caju. Junte a pimenta dedo de moça, acerte o sal e a pimenta do reino e coloque azeite, muito azeite (ahhh!)

Misture tudo com a berinjela. Sirva em temperatura ambiente com pão italiano ou outro pão de casca grossa.

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Como foi a oficina de leites vegetais na Virada da Educação

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A vida vai acontecendo mais rápida do que o meu tempo para escrever e postar. A oficina de leites vegetais que fiz na Virada da Educação já aconteceu há algumas semanas, mas ainda vale contar aqui. Foi muito interessante mostrar para pais e crianças como o preparo desses leites é simples, muita gente nunca tinha ouvido falar, incluindo uma menina que tinha intolerância a lactose, pra quem o leite vegetal será de grande utilidade. Para preparar basta escolher a sua semente/ oleaginosa/ cereal / amêndoa / fruta, um liquidificador e um saquinho de voal ou peneira fina. No final do post coloquei um vídeo da chef Carina Müller explicando como fazer o saquinho de voal em casa. Muito fácil.

A vantagem desses leites é, além de substituir o derivado animal, incluir mais cálcio e fibras à dieta, e também mais diversidade de sabor. Eles não contêm colesterol nem lactose e são ricos em vitamina B.

O leite de vaca, além de não ser necessário para o ser humano, ainda pode fazer mal a quem tem intolerância a lactose ou problemas de digestão, prisão de ventre e intestino irritável.

O preparo da maioria deles é o mesmo: deixar de molho em água durante 8 horas, bater no liquidificador e coar. Todos eles precisam ser guardados em geladeira e devem ser consumidos em até dois dias.

Vou começar falando de um dos meus favoritos, o leite de castanha do Pará, ou castanha do Brasil. Ele tem um sabor suave e eu gosto de bater tudo junto com tâmaras secas para adoçar.

Leite de castanha do Brasil
Ingredientes
1 xícara de chá de castanha do Brasil
4 tâmaras secas
1 litro de água

Lave as castanhas e deixe de molho na água por 8h juntamente com as tâmaras. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.
Guarde em geladeira por até dois dias.

Leite de amêndoas
O mais comum de todos é o leite de amêndoas e também o que teve maior aceitação do publico da oficina. Ele tem sabor suave, um pouco adocicado e pode ser facilmente misturado a outros ingredientes. A desvantagem dele é que é um pouco caro. Um kg de amêndoa crua com casca custa em torno de 80,00 kg.

Ingredientes
1 xícara de chá de amêndoas (240ml)
3 xícaras de água

Lave as amêndoas e deixe de molho na água por 8h. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.

Leite de gergelim
Ingredientes
1 xícara de chá de gergelim (240ml)
1 litro de água

Lave bem o gergelim e deixe de molho na água por 8h. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.

Leite de linhaça
Ingredientes

1 xícara de chá de linhaça dourada (240ml)
2 litros de água

Lave a linhaça e deixe de molho em parte da água por 8h. Bata tudo no liquidificador adicione o restante da água e coe o líquido em um saquinho de voal.

A linhaça quando hidratada fica com uma consistência gelatinosa, o que dificulta um pouco o preparo. Este leite, na minha opinião, fica com sabor de vitamina de abacate.

Leite de amendoim
Ingredientes
1 xícara de chá de amendoim (240ml)
1 litro de água

Deixe os amendoins de molho na água por 8h. Bata tudo no liquidificador e coe o líquido em um saquinho de voal.

Leite de coco
Ingredientes

1 xícara de chá de coco ralado (240ml)
2 xícaras de chá de água morna

Sempre compro o coco já ralado na feira. Para o preparo deste leite não precisa deixar de molho, basta bater bem no liquidificador com a água morna e coar. Fica delicioso, não da nem pra comparar com o leite de coco industrializado.

Virada da Educação

Veja como fazer os saquinhos de voal

*Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!


Quinua com Legumes

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*por Marina Kawata

A quinoa é um alimento incrível, principalmente para os vegetarianos e veganos. Ela possui todos os aminoácidos essenciais, o que a torna uma fonte de proteína completa, algo que normalmente só ocorre em alimentos de origem animal, com algumas exceções. (Neste post falo um pouco sobre os aminoácidos essenciais e não essenciais e as fontes de proteínas completas para vegetarianos e veganos).

Pouco calórica (100g tem 336 kcal), a quinoa não contém glúten e seu índice glicêmico é baixo (assim como a batata doce, é absorvida e digerida mais lentamente, não causando picos e quedas bruscas de açúcar no sangue). Não é a toa que ela entra no grupo dos chamados superfoods (superalimentos), nome dado a alimentos que conferem mais benefícios à saúde do que a maioria. Neste grupo estão também o nosso açaí e castanha do Pará, além de romã, cacau, chia, linhaça e outros.

O preparo da quinoa é muito simples, praticamente como o do arroz, só mudando a proporção de 1 de quinoa para 2,5 de líquido. Aqui usei a receita do caldo de legumes do post anterior.

Ingredientes
1 xicara de quinoa branca
½ xícara de quinoa vermelha
1 alho poro (só as parte branca) fatiado o mais fino que puder
1 cebola picada em cubos pequenos
2 xícaras de chá de ervilha fresca
4 xícaras de chá de caldo de legumes
2 tomates sem pele e sem sementes picados
½ colher de chá de páprica picante
½ xícara de chá de vinho branco
2 cebolinhas (só a parte branca) picadas
½ xícara de salsinha picada (só as folhas)
Azeite
Sal e pimenta do reino moída na hora

Modo de fazer

Lave bem a quinoa até que a água saia transparente. Cozinhe em fogo baixo com a panela tampada junto com 3 xícaras de chá de caldo de legumes e a páprica picante por aproximadamente 20 minutos.
Cozinhe a ervilha fresca em água e sal até que esteja al dente. Escorra e reserve.
Em uma frigideira grande, coloque um pouco de azeite e sue a cebola. Adicione o vinho e deixe reduzir. Junte o alho poro e refogue até que esteja bem macio. Adicione a cebolinha e a ervilha e salteie. Junte a quinoa e o restante do caldo de legumes e mantenha no fogo até que o caldo tenha quase secado. Corrija o sal, a pimenta, coloque a salsinha por cima e sirva.

Marina Kawata é jornalista e especializada em gestão de empresas, mas é na cozinha que encontrou sua paixão. É vegetariana e acredita que a alimentação saudável é a chave para a saúde, desde que a comida seja gostosa!