Vinho fácil: Rolha versus Srcewcap.  Quem ganha?

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* por Jéssica Marinzeck

Assim como discutir política, religião ou futebol, o tema vinho com rolha ou vinho de rosca também gera polêmica e possui diversas vertentes, mas antes de julgar, precisamos entender cada uma delas.

A velha e boa rolha de cortiça, desde o século 14 tem sido a principal vedação para os vinhos pois, além de ser natural, sela o vinho de uma maneira que quando o líquido entra em contato com a rolha, ele faz com que a mesma se expanda e vede perfeitamente a garrafa. Uma quantidade pequena de oxigênio será trocada por entre essa rolha, fazendo com que o vinho envelheça e quem sabe melhore com o passar dos anos. Por isso os vinhos vedados com rolha devem ser guardados deitados.

Além dessa função, há todo o charme de se abrir o vinho com rolha e ainda há o barulhinho que agrada tantas pessoas na hora em que a rolha é retirada da garrafa.

Mas, como nada é perfeito nessa vida, a rolha tem alguns agravantes como, por exemplo, a contaminação por TCA, que nada mais é que uma substância química que surge da presença de fungos na rolha, esse fungo causa um indesejado odor de mofo no vinho.

Já a rosca, ou screwcap, começou ser utilizada por volta de 1964, apenas. Apesar de não possuir tanta pompa ou glamour, ela é livre de qualquer fungo, fácil de ser levada em qualquer ocasião e mantém o vinho sem nenhum contato com o oxigênio externo, ou seja, a evolução se mostra muito mais lenta, mas não há risco de oxidação.

Em ambos os casos o vinho irá evoluir, só que, de maneiras diferentes. O que isso quer dizer? Que cada produtor irá analisar e estudar o que é melhor para o seu vinho. Não existe melhor ou pior, ambos são benéficos à bebida.

Um estudo recente realizado pela Conect, em conjunto com o Ibope, revelou que o consumidor paulistano acredita que vinhos lacrados com rolha agregam maior valor à bebida do que aqueles com tampas de rosca ou mesmo rolhas de plástico. Veja bem, ninguém saberá se um vinho é vedado com rolha sintética ou de cortiça a não ser que você o abra ou que alguém lhe avise, rolhas de plástico têm sido um subterfúgio para alguns produtores.

Países como a Nova Zelândia, que possui cerca de 90% dos seus vinhos selados com screwcap e a Austrália que está indo no mesmo caminho, têm mostrado bons resultados com a rosca. Testes foram realizados com o mesmo vinho e da mesma safra e a screwcap se saiu melhor comparada à rolha tradicional. Infelizmente, para agradar alguns mercados, certos produtores ainda usam a rolha, mesmo acreditando que ela não trará maiores benefícios aos seus vinhos.

Como em qualquer mercado, o tempo irá dizer, na verdade já está dizendo, dizendo que ambos os processos são sim benéficos, mas basta apenas que os consumidores percam um pouco do preconceito. Claro que a discussão ainda não acabou e muitos defenderão a cortiça ou a screwcap até os últimos dias. C´est la vie!

 

* Jéssica Marinzeck  “Sommelière Certificada pela Court of Master Sommeliers, na Europa e nível 3 na WSET de Londres. Comecei minha experiência com vinhos na Europa e hoje sou Coordenadora de Compras do site Evino. Sou criadora do ‘O Canal do Vinho’ no YouTube e lanço esse ano meu primeiro e-book o ‘Básico do Vinho’.”


Vinho Fácil: Lançamento do e-book ‘O Básico do Vinho’!

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* Por Jéssica Marinzeck  

Olá, em Novembro de 2014, eu realizei um sonho, o lançamento do meu primeiro e-book! E eu o chamei de ‘O Básico do Vinho’!

A ideia de criar esse livro digital surgiu há pouco menos de dois anos. Desde a minha entrada no mundo do vinho e durante a criação do meu canal no YouTube (O Canal do Vinho), eu percebi uma dificuldade em encontrar um material sobre vinho que além de ser focado no iniciante, também fosse voltado ao público brasileiro, muita coisa ainda era tradução de livros americanos, ingleses etc.

Por conta desse meu incômodo e por acreditar que eu ainda poderia contribuir de uma maneira mais efetiva com o consumidor de vinhos, decidi criar esse guia de fácil leitura e com informações básicas para quem ainda não sabe por onde começar na hora de escolher seu vinhozinho.

Dentre os capítulos desse e-book, os enófilos de plantão irão encontrar dicas de como pedir um vinho em um restaurante, como guardar a bebida em casa, como escolher o rótulo certo nas lojas da internet, como harmonizar vinho e comida e claro, as principais uvas, países e curiosidades que você só irá encontrar lendo ‘O Básico do Vinho’.

Por enquanto, você só pode adquirir esse livro digital acessando o link: bit.ly /obasicodovinho . Mas é possível lê-lo no seu laptop, smartphone, tablet e nos programas Adobe Reader, iBooks, Kobo entre outros. Logo mais será possível adquiri-lo em outras plataformas.

Já que o começo do ano é aquele momento em que fazemos as promessas para os dias que seguem, nada melhor do que se comprometer a entender um pouco mais sobre esse hobby que encanta a tantas pessoas.

Como já sabemos, o vinho quando tomado em moderação é um alimento e faz muito bem a nossa mente e corpo. Além do mais, por ser um mundo tão vasto, você vai aprender não somente sobre vinho, mas também sobre geografia, história e tantas outras coisas que só um verdadeiro winelover gosta de verdade!

Espero que tenha gostado dessa minha dica! Esse ano tem muita coisa boa programada para acontecer e eu irei contar tudo com exclusividade aqui no Sem Medida! Sucesso e um ótimo ano, cheers!

Tchau!

* Jéssica Marinzeck  “Sommelière Certificada pela Court of Master Sommeliers, na Europa e nível 3 na WSET de Londres. Comecei minha experiência com vinhos na Europa e hoje sou Coordenadora de Compras do site Evino. Sou criadora do ‘O Canal do Vinho’ no YouTube e lanço esse ano meu primeiro e-book o ‘Básico do Vinho’.”10822725_937130499648437_783021884_n


Vinho fácil: Tintos para o verão!

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* Por Jéssica Marinzeck  

Ah o calor! Alegria de muitos e infortúnio daqueles que não podem fugir da sua rotina de trabalho para poder se refrescar a beira da praia ou até de uma piscina. Mas existem por aí muitos vinhos que têm aquela missão de deixar tudo mais leve e fresco.

Claro que, quando falamos desses vinhos, sempre vem a minha cabeça os brancos, espumantes e rosés, mas, sabemos que 9 entre 10 bebedores de vinho preferem os tintos independente da ocasião. E é por isso que hoje vamos falar um pouco sobre aqueles vinhos tintos que podem até deixar esse nosso verão dos trópicos, até mais agradável.

Primeiro de tudo, tenha em mente que vinhos com muito tanino como Cabernet Sauvignon, Tannat, ou vinhos muito alcoólicos como aqueles com 13,5% até 15% abv, são opções um pouco pesadas se estamos buscando uma bebida para descontrair numa tarde de verão.

Lembre-se que os tintos precisam sim, serem refrescados antes de bebidos, e se estiverem gelados demais, esses vinhos podem apresentar apenas aqueles taninos desagradáveis que amarram a boca, ou quando bebidos em uma temperatura maior do que deveriam é o álcool que é ressaltado.

Na hora da compra opte por vinhos de corpo leve e médio, com pouco tanino e álcool, na dúvida, pergunte a um funcionário da loja que você está comprando. Ou, se estiver comprando pela internet, o site do fornecedor terá todas as informações que você precisa.

Uvas como Gamay, Pinot Noir e Tempranillo geralmente produzem vinhos nesses padrões. Tintos de regiões mais frias como Alemanha, Casablanca no Chile, Patagônia na Argentina e Carneros nos Estados Unidos, também produzem tintos que caem bem no verão.

Hoje você vai ficar com duas dicas de tintos que eu provei e aprovei e que tenho certeza que também farão sucesso durante essa época do ano:

– Sopra Merlot 2012

As uvas para a produção desse vinho são plantadas a quase mil metros de altura em uma região que a acidez é a marca registrada dos seus vinhos. Estou falando de Campos de Cima da Serra, Rio Grande do Sul, Brasil. Uma ótima opção para quem não abre mão de um tinto, mesmo no verão.

Por cerca de R$ 44,00 no site da Evino.

– LAM Pinotage 2013

Eu já sabia que queria escrever sobre vinhos de verão mesmo antes de provar esse Pinotage, e posso dizer que foi amor ao primeiro gole. Aromático, leve e sem deixar de ser surpreendente. Vale cada gole e é a cara do Brasil tropical.

 

Por cerca de R$ 88,00 na Qual Vinho ?

Espero que tenha gostado das dicas de hoje!

Tchau!

* Jéssica Marinzeck  “Sommelière Certificada pela Court of Master Sommeliers, na Europa e nível 3 na WSET de Londres. Comecei minha experiência com vinhos na Europa e hoje sou Coordenadora de Compras do site Evino. Sou criadora do ‘O Canal do Vinho’ no YouTube e lanço esse ano meu primeiro e-book o ‘Básico do Vinho’.”


Espumantes Nacionais, o preconceito é seu a qualidade é toda deles!

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image001* por Jéssica Marinzeck

Estamos na reta final de 2014. E nas preparações da sua festa de final de ano, não pode faltar um espumante, seja você o(a) anfitrião(ã) ou o(a) convidado(a), que gentilmente levará uma garrafa de vinho.

Mas para esse ano, eu lhe dou um desafio: comemorar o Natal e/ou o Ano Novo com um espumante nacional. Por que? Se você ainda não sabe os espumantes nacionais são o carro-chefe do país em termos de vinho, muitos deles já foram premiados internacionalmente e aos poucos vêm ganhando destaque mundo à fora e mundo à dentro.

Todo espumante é um vinho. Qualquer vinho espumoso começa a sua vida como um vinho tranquilo, desses que compramos por aí. A única diferença é que espumantes passam por um processo diferente, uma segunda fermentação para que seja criado o CO2, entre outras palavras, para que sejam criadas aquelas bolinhas do espumante que encantam a todos.

Essa segunda fermentação pode acontecer dentro da própria garrafa e chamamos de Método Tradicional, o mesmo usado na região de Champagne na França. O segundo método é o chamado de Charmat, e ocorre dentro de tanques de inox. O primeiro aporta ao vinho notas mais complexas de pão e o segundo notas mais frescas de frutas cítricas.

Ambos os nomes dos métodos, tendem a aparecer no rótulo do vinho. Além disso, espumante Demi-sec não quer dizer Meio-seco, na verdade, aqui já falamos de um vinho doce mesmo. Espumantes secos são os famosos Brut.

E se você quer ajudar a fomentar aquilo que o Brasil tem de melhor, vou te passar duas dicas, de dois espumantes que eu provei e aprovei:

– Vallontano Espumante Extra Brut LH Zanini 2010

Produzido pelo método tradicional, esse espumante é produzido por um dos melhores enólogos no Brasil, Luís Henrique Zanini. O vinho é complexo e surpreendente, além de ser produzido de forma artesanal, você não irá encontrar muitas garrafas por aí.

R$ 85,30 na Mistral

– Espumante Guatambu Poesia do Pampa Demi-sec

Produzido com as uvas Chardonnay e Sauvignon Blanc pelo método Charmat, esse espumante é uma ótima pedida para aqueles que possuem um paladar mais doce. Além disso, é difícil encontrar um custo x benefício melhor do que esse.

R$ 27,90 no site da Guatambu Vinhos

Espero que tenha gostado das dicas de hoje e que você aprecie ainda mais os vinhos nacionais!

Tchau!

* Jéssica Marinzeck  “Sommelière Certificada pela Court of Master Sommeliers, na Europa e nível 3 na WSET de Londres. Comecei minha experiência com vinhos na Europa e hoje sou Coordenadora de Compras do site Evino. Sou criadora do ‘O Canal do Vinho’ no YouTube e lanço esse ano meu primeiro e-book o ‘Básico do Vinho’.”


Vinho Fácil: Por que não um rosé hoje?

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* por Jéssica Marinzeck

Faça calor ou faça frio, brasileiro quando pode escolher, escolhe vinho tinto, uma pena. Talvez porque pareça o mais correto ou simplesmente por achar que vinho tinto é melhor do que um branco ou um rosé. Mas é ai mesmo que o erro começa.

Alguns vinhos brancos são sim, mais fáceis de serem degustados, leves e despretensiosos. O que não quer dizer que a sua qualidade seja inferior. Mas, existem ainda, alguns branquinhos que são complexos, encorpados, longevos e cheios de camadas de aroma e sabor que dão um baile em muitos tintos.

Daí em seguida, aparecem os rosés. Os vinhos rosados não figuram entre os mais complexos do mercado, mas têm um papel fundamental no mundo do vinho: nos fazem relaxar e esquecer das preocupações. Pois é, pense no melhor cenário para se degustar um vinho rosé. Pensou? Aposto que o que veio a sua cabeça foi uma praia, uma piscina ou a varanda de uma casa de campo.

Cada vinho tem a sua missão. Vamos nos esquecer  dos mais sérios por enquanto, e pensemos nos vinhos alegres, que pulam da taça  trazendo aromas frescos, frutados, florais, encantadores. Toda vez que penso em vinho rosé, essas lembranças e essa sensação de leveza me preenchem a alma.

Mas você sabe como o vinho rosé é produzido? Ele é feito de uvas tintas, como a Pinot Noir, a Tempranillo e tantas outras que você já deve ter visto por aí. Elas são colhidas, esmagadas e o mosto, ou suco da uva, é mantido em contato com as cascas por um período de tempo bem curto, senão, viraria tinto. Daí, esse mosto rosado é então vinificado como se fosse vinho branco.

Além dessa forma, é possível também produzir o vinho rosé de tantas outras maneiras, entre elas, pode-se fazer um rosado, misturando o vinho branco ao tinto, esse método é proibido em diversos países, mas pode ser utilizado na produção de Champagne rosé.

Aliás, vinhos rosés são ótimos quando harmonizados com frutos do mar. E não precisa ser nada muito sofisticado não, um camarão fritinho, uma lula e até com uma boa posta de atum, esses vinhos podem cair bem.

E se você está pensando em sair da zona de conforto do vinho e se aventurar pelo mundo dos rosés, anote a minha dica, afinal, o Brasil tem um clima perfeito para consumir muito mais desses vinhos:

Fígaro Rosé 2013 (Mas de Daumas Gassac)

Da região do Languedoc, no sul da França, esse vinho é produzido com 90% Cabernet Sauvignon e 10% Petit Manseng, pelo método de sangria. Durante a fermentação de um vinho tinto é retirado dele uma porcentagem para a produção do rose enquanto o restante continua a sua fermentação normalmente. Mas voltando ao Fígaro, como eu disse de muitos rosés, é leve e saboroso com muitos aromas de frutas vermelhas e ótima acidez.

Espero que, se você já gostava de rosés, que continue a tomar mais desses vinhos e para você que ainda tinha um pouco de preconceito sobre esses vinhos, que comece a apreciá-los um pouco mais.

Tchau!

 

* Jéssica Marinzeck  “Sommelière Certificada pela Court of Master Sommeliers, na Europa e nível 3 na WSET de Londres. Comecei minha experiência com vinhos na Europa e hoje sou Coordenadora de Compras do site Evino. Sou criadora do ‘O Canal do Vinho’ no YouTube e lanço esse ano meu primeiro e-book o ‘Básico do Vinho’.”