Resultado da Promoção: Degustação às Cegas, por que você deve participar de uma?

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Depois de muito pensar e não chegar a nenhuma conclusão sobre quais foram as melhores respostas para o post da promoção “Degustação às Cegas, por que você deve participar de uma?” decidi sortear.

Para ser justa usei 0 Randon.org. Cada comentário corresponde a um número na ordem que foi enviado. Sendo que considerei apenas uma resposta por pessoa. Com isso cheguei a três nomes selecionados:

Elaine Rezende
Camila Olivo
Daniel (não enviou o sobrenome)

Todos devem comparecer à degustação amanhã (11/09), às 19 horas, na Cozinha da Matilde.  O endereço será enviado por email. Qualquer dúvida escrevam para semmedida@gmail.com

Aos que ficaram de fora dessa vez, paciência. Ainda teremos muitas outras promoções e sorteios aqui no Sem Medida.

 



Uma pitada de reportagem: um drinque chamado Bloody Mary

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Acho que você precisa disso…fazia para o meu pai; bebia demais – tentando esquecer minha mãe…” Esse diálogo aparece no filme “Sabes o que quero” (1956), quando a dadivosa mocinha, Garry Jordan (Janye Mansfield, na foto) salva a pele do assessor de imprensa beberrão Tom Miller (Tom Ewell, na foto) dos gângsteres e, de quebra, cura sua ressaca.

O “elixir” eternizado por Hollywood na cena ao lado é nada menos que o Bloody Mary. “De todos os coquetéis reanimadores, é o mais versátil e palatável”, descreve Tobias Steed no livro Coquetéis de Hollywoody.

Um drink temperado, salgado e picante e que sustenta a fama de bebidas de dia seguinte. Há quase 100 anos, a combinação de suco de tomate, tabasco, molho inglês, limão e pimenta-do-reino a uma generosa dose de vodca, leva o mérito de levantar qualquer moribundo depois de uma noite de esbórnia.

Mas de sanguinário o Bloody Mery só tem a cor e o nome. Alcunha essa que, reza a lenda, se deve à Mary Tudor (Maria I), rainha da Inglaterra.

O coquetel teria sido levado aos EUA após a Lei Seca, pelo seu criador, o barman Fernand “Pete” Petiot, em 1920. Foi ele quem misturou pela primeira vez, em Paris (no Harry’s New York Bar), tais ingredientes. E atribuiu o nome da monarca como analogia à sua índole de assassina na implacável perseguição aos protestantes puritanos, no período da restauração do catolicismo apostólico romano. “Mary, a sanguinária”.

O vermelho do drink se deve tão somente ao suco de tomate, a base da receita. E não por acaso, atribuo a esse vegetal a culpa do Bloody Mary levar o título de meu drink favorito ao lado do Dry Martini.  Além de amar muito tomate, não sou de bebidas doces. A combinação da acidez do vegetal com os temperos me faz ignorar até a vodka, que também não está entre as minhas preferências.

E de tanto amar o drink que parece comida, decidi transformá-lo em prato. E acabei preparando uma sopa Blood Mary. No link abaixo a versão do clássico coquetel para comer. E aqui a receita do drinque original do Harrys’s.

 

Receita: Sopa Bloody Mary

 


Receita de Sopa Bloody Mary, um drink que virou prato

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RECEITA

 

Sopa Bloody Mary com cenouras glaceadas na vodca (para duas porções)

Ingredientes
4 tomates maduros
2 copos americanos de suco de tomate
1 colher de sopa de molho inglês
1 colher de sopa de vinagre balsâmico
1/2 talo pequeno de salsão
Suco de 1 limão
Molho de pimenta a gosto
Pimenta-do-reino (moída na hora é sempre melhor)
Sal a gosto
½ copo de vodca
1 cenoura grande

 

 

Preparo
Comece pelando os tomates. Faça um corte raso na base de cada um deles em formato de cruz e mergulhe-os em água fervendo por alguns segundos. A pele deve sair com facilidade. Parta-os ao meio, retire as sementes e depois corte em cubinhos.

Em uma panela tipo caçarola coloque o salsão picadinho e salteie (refogue) em um fio de azeite. Acrescente o tomate e depois o suco. Se preferir uma sopa mais lisinha, passe no mixer ou liquidificador.  Vale colocar uma pitada de açúcar para equilibrar. Deixe ferver por 5 minutos até reduzir e ganhar consistência.

Pegue a cenoura, lave-a e descasque. Depois corte em fatias (fitas) bem finas. O ideal é usar um cortador de legumes ou uma mandolina. Aqueça um frigideira, coloque um fio de azeite e salteie as cenouras. Tempere-as com sal, pimenta, umas gotas de limão. Acrescente metade da vodca e deixe secar. Reserve.

Volte à sopa. Acrescente o molho inglês, a pimenta-do-reino, o molho de pimenta e o balsâmico. Acerte o sal e coloque o restante da vodca. Finalize com as fitas de cenoura. Sirva quente, ou fria, conforme o ímpeto e a temperatura do dia. Acho que fica bom dos dois jeitos.

Uma pitada de reportagem: um drinque chamado Bloody Mery