Receita: Verrine de Figos com Calda de Cabernet Sauvignon e Coalhada

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Ingredientes (para duas pessoas)
4 a 6 figos frescos e maduros (nem moles, nem firmes demais)
1 taça de vinho tinto (lembre-se: se não serve para beber, não serve para comer)
1 colher de sobremesa de manteiga sem sal (só pra sujar a frigideira)
1 xícara de colhada integral sem açúcar fria (vende no super na mesma área dos iogurtes)
folhas de hortelã
1 colher de sopa de açúcar (eu usei demerara)

Preparo

Corte os figos ao meio. Aqueça a frigideira e grelhe o lado de dentro, quando dourar, vire e coloque o vinho e o açúcar. Balance a frigideira para ao vinho envolver os figos e o açúcar. Deixe reduzir, 5 minutos bastam. Retire do fogo. Monte a verrine em copinhos de shot. Coloque a coalhada no fundo, duas bandas do figo (ou 3 dependendo do tamanho do copo), regue com a calda de vinho e decore com hortelã. A calda quente na coalhada fria fica delicioso. Bjos e seja feliz.

 

 

 


Receita: Arroz Doce Brulée com Leite Queimado e Raspas de Laranja

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Eu cresci comendo arroz doce. Uma das especialidades da minha mãe. Acho que a beleza dessa receita mora justamente no fato dela ser super simples. Arroz, leite e açúcar. Mas simplicidade, nada tem a ver com facilidade. Aliás, quanto mais simples o preparo, mais fácil é de errar encobrir o erro. E mesmo tentando sempre, eu nunca consegui reproduzir o arroz doce da minha mãe. 

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Uma pitada de reportagem: O Arroz Doce de Michelangelo, de Luís IX e dos noivos

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Sim, o Arroz Doce era a receita de Michelangelo para curar a ressaca e também a sobremesa favorita de Luís IX. Mas a lenda mais fofa em torno da receita é  a dos noivos.  Segundo Roberta Malta Saldanha, autora de Histórias, Lendas e Curiosidades da Gastronomia (ed. Senac), era tradição na região de Coimbra, os futuros casais noivos entregarem um prato da sobremesa junto com o convite de casamento. O preparo vinha coberto com uma toalha feita pela noiva, conhecida como o pano de Almalaguês. Depois de uma semana, eles voltavam para buscar a travessa e com ela o presente de casamento.

Mas o hábito de comer Arroz Doce é bem provável que seja anterior ao matrimônio nos moldes ocidentais. Há registros da receitam que datam da antiguidade em países do Oriente como China. Japão, Índia, Paquistão e também no Sudeste Asiático.
No Brasil, para variar, é herança dos portugueses. E estes, por sua vez, também sem grandes novidades, emprestaram dos árabes o preparo. Tanto que na culinária sírio-libanesa há uma sobremesa bem semelhante. O Roz bi Halib é perfumado com água de rosas ou flor de laranjeira.
Fato é que hoje o mundo todo come arroz, logo, o mundo todo em algum momento, testou  o grão na versão doce.  Há variações que levam frutas secas, sementes, castanhas e amêndoas e muita canela. Essa última, por sinal, era a favorita de Luís  IX, que devorava travessas várias vezes ao dia.
Receita: Arroz Doce Brulée com Leite Queimado e Raspas de Laranja

 


Receita de Pudim de leite moça

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O pudim de leite tradicional é de origem portuguesa. Inventado bem antes do leite condensado, tem como base obviamente, leite, açúcar e muitos ovos. Mas muitos mesmo. Pra se ter uma ideia, encontrei uma receita no livro “Dicionário do doceiro brasileiro”, (editora Senac) que leva VINTE E QUATRO gemas. Os que não levam tantos ovos acabam por necessitar algum tipo de espessante, no caso a farinha de trigo ou o polvilho.

Os ovos são praticamente a base da doçaria portuguesa, que graças à colonização, nós herdamos. Tanto negros, quanto índios, não tinham o hábito da sobremesa. Fios de ovos, ovos nevados, queijadinha e quindim. Ah, o quindim. Tudo gostoso, tudo bem doce, tudo com ovo.

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