Receita: Caldinho de Feijão Preto com Bacon Crocante

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Receita: Caldinho de Feijão Preto com Bacon Crocante

Ingredientes
Feijão preto (eu tinha meio saco, uns 250g)
Bacon (depende da sua coragem)
Allho a gosto
Pimenta a gosto
Cebolinha verde a gosto

 

Preparo

Comece pelo bacon crocante. Basta cortar em fatias finas, colocar em um prato sobre 2 folhas de papel toalha. Leve ao microondas, sempre parando de 1 em 1 minuto para ver se ele já está crocante. Quando chegar no ponto, triture com as mãos ou com a ajuda de um socador ou processador (mixer). Mais fácil impossível. Reserve.

Parta para o caldinho. O feijão deve ser colocado de molho antes para amolecer. Cozinhe os grãos com temperos e bacon até que fiquem o mais macios possível. Reserve. Faça um refogado com alho e pimenta, se quiser acrescente mais bacon nessa hora.  Junte o feijão e bata no liquidificador ou com o mixer.  Sirva em copo ou xícara com bacon crocante salpicado em cima.

 

Outras receitas de caldinhos:

Caldinho de Feijão Branco com Camarão Seco e Leite de Coco

Caldinho de Feijão Carioquinha com Cenoura

Caldinho de Fava Rajada com Músculo

 


Receita de Chili de Carne

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Chili de Carne

Ingredientes

1 medida de carne picada ou moída (você vai ter que decidir)
1 medida de feijão roxo
1 chilli mexicano (pimenta)
Sal, alho, cebola, cheiro verde, pimenta preta (reino), louro, cravo-da-índia, canela e cominho
Tomates maduros
Pimentão vermelho

Preparo
Faça um refogado de carne bem temperado. Nessa base de carne coloque os tomates e pimentões e faça um molho bem encorpado. Cozinhe o feijão também com temperos. Junte os dois e deixe apurar. É preciso caprichar na pimenta, é nela que mora a alma dessa receita. Sirva com tortilas a base milho ou com o bom e velho Doritos.

Uma pitada de reportagem: Día de los Muertos, a célebre festividade mexicana que acontece em torno da mesa farta  

 


Feijão tropeiro: um prato de viajantes

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…Lá nos primeiros engenhos do Ciclo do Açúcar (sec XVI e XVII), ele irá ocupar os sertões do Nordeste, passará a fazer parte dos farnéis e virados dos bandeirantes e dos tropeiros…  Como bem pontuou Caloca Fernandes em seu “Viagem Gastronômicas pelo Brasil”, o feijão, por sua substancialidade, ganhou espaço na capanga* dos tropeiros.

Ser tropeiro significava, antes de tudo, pertencer a uma tropa, montar no lombo de um cavalo e viajar por longas distâncias. Cruzavam estados (Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás) levando gados e toda sorte de mercadoria. Numa época em que não havia nem estradas, nem rodas pneumáticas, nem caminhões.

Era um trabalho árduo que geralmente durava meses. E como não existia também postos de gasolina com lanches recheados com baratas, pra não morrer de fome, eles precisavam da matula. Sem refrigeração mobile, tinham que apelar para alimentos que perdurassem ao calor do sertão, e improvisar preparos em fogueiras ali mesmo, nos ranchos, montados no meio do caminho.

O feijão vinha cru na capanga. Era cozido em pouca água, que provavelmente vinha na cuia, em fogo fraco. Talvez por isso ficava meio al dente. Depois acrescentavam torresmo (que vinha na lata conservado na gordura) e farinha, eterna companheira de viagem.  Tá pronto o feijão tropeiro. Quando tinham linguiça ou carne seca, a coisa ficava ainda melhor. E tinham o que em Goiás se chama feijão tropeiro completo. A couve veio depois, talvez numa dessas andanças.

Ouço essa história desde sempre. Praticamente desde que comecei a comer feijão. Minha origem mineiro-goiana vem assim, repleta de histórias lúdicas em torno de muita comida gorda. Aliás, meu pai é o rei do torresmo, e do feijão tropeiro. Você nunca comeu um, até comer o dele. Por isso, segue a receita. Não ficará igual o meu também não ficou, mas chegará perto com certeza!

*capanga era a bolsa de couro dos tropeiros que levava a comida

Confira a receita do Feijão Tropeiro

 


Receita de feijão tropeiro goiano

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Feijão tropeiro do Francisco, meu pai

Ingredientes
1kg de feijão roxo
300g de torresmo
1 e 1/2 cebola cortada em cubos grandes
3 dentes de alho
3 folhas de louro
300g de farinha de mandioca grossa
Cheiro verde
200g de linguiça de porco frita e cortada em rodelas
Pimenta de bode (sempre)
½ maço de couve manteiga

Preparo
Cozinhe o feijão em água, com um dente de alho, uma pimenta de bode inteira, as folhas de louro e ½ cebola (não precisa picar). Os tropeiros não temperavam o feijão no cozimento, porque o tempero aumenta a probabilidade de azedá-lo, caso sobre. Mas você tem geladeira, pode abusar.

O feijão deve ficar cozido, porém firme, com grãos um pouco resistentes ao apetar. Isso deve levar uns 10 minutos. Escorra em um coador de macarrão e reserve. Atenção, não despreze esse caldo, congele. Ele serve de base para temperar uma sopa e até mesmo para regar aquele feijão refogado do dia a dia.

Frite os torresmos e as linguiças e reserve. Agora vem a parte da gordice. Pegue um pouco do gordura do torresmo e da linguiça e coloque em uma frigideira, acrescente a cebola, deixe dourar, depois o alho amassado com a pimenta. A cebola sempre entra antes do alho porque leva mais tempo para dourar, e o alho, se passa do ponto, amarga. Isso vale para qualquer receita que leve um refogado de alho e cebola. Coloque a linguiça e na sequência a couve fatiada fina só pra dar aquele susto. Um, dois minutos no máximo. Por último os grãos de feijão e a farinha de mandioca. Misture tudo e sirva. Sozinho já é uma refeição, mas acompanhando um churrasco ou uma carne assada fica ainda melhor.

 

Uma pitada de reportagem: Feijão tropeiro, um prato de viajantes

 

 


Receita: Arroz, Feijão e Carne Moída

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Arroz  Branco
Ingredientes

Agua
Arroz
Sal
Alho (opcional)
Cebola (opcional)
Óleo

Preparo
Fazer arroz é quase religião, cada um com a sua, como diria minha amiga Cozinha da Matilde. Se você tem seu jeito, ignore o meu. Eu coloco a água pra ferver em uma chaleira na proporção de 2 para 1 ( duas medidas de água para uma de arroz), normalmente calculando uma xícara de café para cada pessoa . Na verdade eu nunca meço, mas essa receita funciona. Frito o arroz no óleo suficiente para untar os grãos (um fio basta, nada de exagero). Quando o arroz começa a ficar transparente, acrescento a água quente e deixo cozinhar em fogo médio até formar os vulcõezinhos. Quando quase toda a água secar, e o arroz ainda estiver meio al dente, desligue o foco e tampe o arroz. Pronto, ele chegará ao ponto sem empapar. Eu só coloco sal no arroz, mas isso é coisa da minha família. Como em Goiás se faz MUITO calor, quanto mais temperado, menos dura.

Feijão refogado da minha mãe
Ingredientes
Feijão carioquinha (ou preto, depende do seu gosto)
Alho
Pimentinha de bode (opcional)
Pimentinha do reino (opcional)
Óleo
Sal
Folhas de louro

Preparo

Cozinhe o feijão na pressão por 30 minutos com água suficiente para cobrir os grãos em dois ou três dedos. Os grãos devem estar cozidos, mas firmes para aguentar a segunda parte sem desmanchar. Em outra panela coloque uma colher de sopa de óleo, refogue o alho amassado com a pimenta e as folhas de louro. Acrescente os grãos de feijão e  depois um pouco do caldo do cozimento. Deixe ferver para reduzir e encorpar o caldo. Finalize com pitadas de pimenta do reino.

Carne moída rica de doer
Ingredientes

500g de carne moída de patinho (mais magrinha)
alho
cebola
pimentão vermelho
pimenta de bode (opcional)
pimenta do reino
cominho
abobrinha
sal

Preparo
Pique os temperos e legumes em cubinhos pequenos.  Comece fritando a cebola até que ela doure, depois some o pimentão e frite até que amoleça bem. Acrescente o alho amassado com a pimenta e o sal. Depois coloque a carne. Deixe que ela cozinhe até que toda água desapareça e frite um pouquinho. Por ultimo, coloque a abobrinha em cubinhos pequenos e deixe no fogo só por uns 5 minutos.  Acerte os temperos.

Ps.: até hoje eu tenho vontade de cantar parabéns quando como esse prato.

Uma pitada de reportagem: Um pouco mais sobre o arroz, feijão e a carne moída